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Ubisoft traz universo pós-apocalíptico ‘colorido’ em Far Cry: New Dawn

Game que chega às lojas nesta sexta-feira, 15, se passa 17 anos após o colapso no final de Far Cry 5, mas traz história independente e mundo, vasto mundo aberto

Por Bruno Capelas
Atualização:
Game se passa 17 anos após o final de Far Cry 5 Foto: Ubisoft

“Pós-apocalíptico” – isto é, um mundo depois de um grande desastre, epidemia ou guerra global – é possivelmente um dos adjetivos mais usados para se descrever gêneros de jogos. Alguns dos maiores sucessos recentes do mercado – como The Last of Us – partem dessa premissa, que anda até meio batida. Nesta sexta-feira, 14, a Ubisoft tenta dar ao estilo uma nova cara, com o lançamento de Far Cry: New Dawn. 

Com versões para PS4, PC e Xbox One, o game se passa 17 anos após o final de Far Cry 5, lançado pela empresa no ano passado – e que se encerra com um ataque nuclear que muda o planeta. “Dezessete anos é o tempo que leva para que a vida volte a surgir após um evento traumático como esse; as plantas crescem, os animais conseguem se reproduzir, a produção de alimentos consegue ser retomada”, explica Olivia Alexander, roteirista do novo game, ao Estado

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A diferença entre Far Cry: New Dawn e outros jogos do estilo é que, enquanto outros games são sombrios, o que há aqui é cor e muita exploração. “Muitos jogos pós-apocalípticos são sobre morte e destruição. Nós quisemos fazer um jogo sobre renascimento e recomeço. É sobre como se recuperar de um trauma”, diz a roteirista. 

O jogador, que pode customizar seu personagem do jeito que quiser, tem a tarefa de vasculhar o mapa em prol de recursos para Prosperity, uma vila da “resistência” que se formou após o final de Far Cry 5. Nesse mundo, as plantas e os animais sofreram pequenas mutações, não há mais gasolina e os recursos devem ser caçados para serem utilizados. “O progresso do jogador é medido conforme ele consegue fazer Prosperity ficar cada vez mais forte”, afirma Olivia. 

Para isso, será preciso dominar o uso de armas, caçar e derrotar os Highwaymen, espécie de milícia que se espalharam pelo território e fazem arruaça por onde passam. Uma arma bastante curiosa – e eficaz, a se julgar pelo teste rápido feito pela reportagem do Estado junto com a desenvolvedora do game – é uma que lança serras circulares aos inimigos. “Se elas batem no metal, elas rebatem. É um perigo”, comenta a roteirista. 

Um aspecto curioso é a estranha atualidade do jogo – desenvolvido há mais de um ano, ele se tornou peculiarmente mais realista quando, nas últimas semanas, o governo americano decidiu rever pactos de utilização de armas nucleares. Espera-se que, dessa vez, a vida não imite a arte. 

Far Cry: New DawnUbisoftPreço: R$ 160Plataformas: PC, PS4 e Xbox OneJá disponível no Brasil

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