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Ocupando Wall Street

Protestos como os organizados na Espanha e no Egito chegam a Nova York e já causam tumultos

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Por Rafael Cabral

Protestos como os organizados na Espanha e no Egito chegam a Nova York e já causam tumultos SÃO PAULO – Os protestos de massa vistos na Espanha, Egito e em vários outros países finalmente chegaram à capital econômica do mundo, Nova York. Um movimento articulado pela internet e com apoio do grupo de hackers Anonymous e de vários outros coletivos vem ocupando uma praça próxima à bolsa de valores de Wall Street desde sábado, 17, para protestar contra a cobiça, a corrupção e os cortes orçamentários no país. Reunido sob a hashtag #OccupyWallStreet, o grupo diz não ter líderes e afirma que não arredará os pés das ruas até que suas reivindicações por uma democracia mais participativa sejam atendidas.

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As primeiras noites da ocupação, iniciada no último sábado (17), foram mornas principalmente porque os manifestantes foram deslocados para um ponto não tão próximo à bolsa de valores, o que esfriou um pouco os ânimos. Os manifestantes passaram a primeira noite acampados em Trinity Place, a 300 metros de Wall Street. No entanto, com o aumento da aglomeração no local e da cobertura da imprensa, começaram a surgir as primeiras acusações de abuso de violência policial – diversos manifestantes foram presos e muitos outros relataram agressões físicas – e de ações pontuais da prefeitura para bloquear o ato político.

Os excessos foram filmados e colocados no YouTube. Além das prisões violentas, um dos vídeos mostra um policial filmando os rostos dos acampados, provavelmente para identificá-los no futuro. Quando uma cidadã pergunta o porquê do registro, o oficial não se sente obrigado a responder e mantém o silêncio.

E segundo o site Think Progress, ligado à organização dos protestos, a repressão também teria começado na esfera digital. Segundo o site, vários manifestantes teriam notado que o Yahoo bloqueava mensagens relacionadas ao #OccupyWallStreet do seu serviço de e-mails, provavelmente em colaboração com a polícia nova-iorquina. Um vídeo mostra o suposto bloqueio:

Alguns meios de comunicação norte-americanos começaram a cobrir o protesto depois de uma recepção tímida no final de semana, mas não parecem ainda ter captado o real espírito do ato. A melhor cobertura está sendo feita de forma independente, em sites como Global Revolution e em blogs ligados ao Anonymous e a grupos de esquerda, que fazem transmissões ao vivo durante o dia e postam vídeos editados durante a noite. A melhor forma de acompanhar as novidades é pelo próprio Twitter, através da hashtag do movimento.

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