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Steven Pinker e a internet

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Por Renato Cruz

Steven Pinker, professor de psicologia em Harvard e autor dos livros Como a mente funciona e Do que é feito o pensamento, discorda da tese de que a internet está nos tornando estúpidos. No jornal The New York Times (em inglês), ele aponta que, se isso fosse verdade, a qualidade da ciência estaria caindo. No lugar disso, "as descobertas se multiplicam como moscas-das-frutas, e o progresso é estonteante".

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Ele escreve que, apesar de a experiência modificar o cérebro (já que as informações "não são armazenadas no pâncreas"), suas capacidades básicas de processamento de informações não são remodeladas pela experiência.

Pinker recomenda autocontrole para quem se sente distraído pelas novas tecnologias ou viciado nelas ("a distração não é fenômeno novo"), e acrescenta que a capacidade de análise aprofundada não surge naturalmente nas pessoas, mas é desenvolvida "em instituições especiais, que chamamos de universidades", e mantida com cuidados constantes, "que chamamos de análise, crítica e debate".

O autor conclui:

"Os novos meios tornaram-se populares por um motivo. O conhecimento cresce exponencialmente; a capacidade do cérebro humano e as horas que as pessoas permanecem acordadas não. Felizmente, a internet e as tecnologias da informação nos ajudam a administrar, buscar e recuperar nossa produção intelectual coletiva em diferente escalas, do Twitter e dos pequenos vídeos aos livros eletrônicos e enciclopédias online. No lugar de nos fazer estúpidos, essas tecnologias são as únicas coisas que vão nos manter inteligentes."

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