Lula assina lei para acelerar punição de crime ambiental

A previsão é que o tempo para a punição caia de cinco a oito anos para um ano, no máximo

LEONÊNCIO NOSSA, Agencia Estado

22 Julho 2008 | 16h58

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta terça-feira, 22, um decreto que cria nova lei para definir punições para autores de crimes contra o meio ambiente. Segundo o governo, a nova lei reduzirá o tempo para que seja efetivamente punida uma pessoa ou empresa que tenha sido multada por crime ambiental. Atualmente, a demora vai de cinco a oito anos. A previsão é de que o tempo seja reduzido a um ano, no máximo.       Veja também:  Leilão de 'bois piratas' pelo Ibama volta a fracassar Compensação ambiental será definida em breve, diz Minc Campeão de desmatamento, MT comemora números do Inpe Novos dados de desmatamento não são ruins, diz Minc Atraso nos dados de desmatamento se deve à Casa Civil, diz Minc  Acompanhe a trajetória do desmatamento na Amazônia   Especial: Amazônia  Em discurso na solenidade de assinatura do decreto, na cidade de Taguatinga, perto de Brasília, o presidente da República defendeu maior rigor na aplicação da legislação ambiental. Ele citou como exemplo de eficácia da chamada Lei Seca, recentemente promulgada, que se caracteriza pela severidade na punição de motoristas alcoolizados. A solenidade foi realizada durante visita de Lula ao Centro de Triagem de Animais Silvestres, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)."Quem for picareta e achar que pode enganar todo mundo o tempo todo a gente pode dar bordoadas, e a melhor bordoada é a multa", disse o presidente. "Temos de ser muito duros com aqueles que acham que podem enganar os outros e viver na clandestinidade", afirmou Lula.

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