Ministro egípcio diz que Exército não interfere no governo

O ministro das Finanças do Egito, Samir Radwan, buscou tranquilizar os investidores estrangeiros nesta sexta-feira ao dizer que as forças militares não estavam interferindo nos assuntos do governo e que o orçamento e a inflação estavam sob controle.

EDMUND BLAIR, REUTERS

11 de fevereiro de 2011 | 10h02

Em entrevista telefônica à Reuters, o ministro Samir Radwan reconheceu que o crescimento econômico seria abalado pela turbulência política no país, acrescentando que o déficit orçamentário do governo aumentaria, mas apenas ao índice do ano passado.

O novo gabinete, que assumiu o governo no mês passado, depois que o presidente Hosni Mubarak demitiu o último integrante, sob pressão de manifestantes oposicionistas, anunciou uma série de medidas que inclui o aumento de alguns salários de funcionários do Estado e aposentadorias em 15 por cento.

A nova liderança também prometeu manter os subsídios no país, onde 40 por cento das 80 milhões de pessoas vivem com menos de 2 dólares por dia. Manifestantes abalaram o sistema de governo depois de irem às ruas para reclamar da pobreza, dos altos preços e da repressão.

"As Forças Armadas estão lá para proteger os manifestantes e proteger o país, mas os poderes foram entregues ao vice-presidente, e não às forças militares. Portanto, se a fórmula funcionar, estaremos em uma posição muito melhor", disse Radwan.

"Ninguém gosta de governo militar, isso é uma certeza. Nossas forças militares mostraram que são a válvula de segurança deste país", afirmou.

"O governo está funcionando. Ontem tivemos uma reunião do comitê ministerial que monitora a reunião todos os dias.... Não temos intervenção das forças militares. Minha comunicação é com o primeiro-ministro."

Radwan afirmou que a economia estava se sustentando bem apesar dos protestos que em alguns momentos paralisaram diversas cidades, prejudicaram operações de empresas e assustaram os mercados mundiais. A libra egípcia caiu para seu menor valor em seis anos.

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