Não há risco de ataque em SP, diz chefe da Polícia Civil

Não há risco de São Paulo ser contaminada pela onda de violência que atingiu nos últimos dias o Rio de Janeiro, disse hoje o delegado-geral da Polícia Civil paulista, Domingos Paulo Neto. Segundo ele, os setores de inteligência da Secretaria da Segurança Pública (SSP) e da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) intensificaram o monitoramento das facções que atuam dentro e fora dos presídios.

JOSÉ MARIA TOMAZELA, Agência Estado

25 de novembro de 2010 | 18h47

No Rio de Janeiro, a ordem para os ataques teria partido de penitenciárias federais. Em São Paulo, os departamentos das duas secretarias atuam em conjunto. "Nesse momento, a situação está sob total controle", disse.

Assim que aconteceram os primeiros ataques no Rio, os setores de inteligência paulista entraram em alerta. O monitoramento, no entanto, indicou que não havia risco imediato de que a situação se espalhasse para São Paulo. "O que está ocorrendo no Rio é uma situação localizada, mas isso não significa que devemos baixar a guarda."

De acordo com o chefe da Polícia Civil, as facções que atuam em cadeias e presídios sofreram um processo de desarticulação depois da onda de ataques ocorrida há quatro anos no Estado. "Há muito tempo não temos sequer fugas expressivas no sistema penitenciário, o que indica que esse trabalho articulado de inteligência está dando resultados", afirmou.

Paulo Neto reuniu-se com mais de 400 delegados e agentes da Polícia Civil em Sorocaba, no interior paulista. Ele anunciou a designação de 329 escrivães de polícia, publicada na edição de hoje do Diário Oficial e disse que na terça-feira serão designados mais 377 investigadores. "Estamos com dois concursos em andamento, já regionalizados, para 1.095 vagas de investigador e mais de 400 para escrivão."

Também foi encaminhada, segundo ele, solicitação de abertura de concurso para preencher 208 vagas para delegados de polícia. As inscrições são feitas por Delegacia Seccional, para facilitar o preenchimento das vagas nas regiões mais distantes da capital do Estado.

Tudo o que sabemos sobre:
violênciaataquesRioSPPolícia Civil

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.