Rei da Jordânia exonera ministério e indica jurista para premiê

O rei Abdullah, da Jordânia, destituiu o ministério e pediu que o jurista internacional Awn Khaswaneh chefie um novo governo, em uma medida para aplacar os manifestantes que protestam por reformas mais rápidas, disseram autoridades e fontes do palácio real.

SULEIMAN AL-KHALIDI, REUTERS

17 Outubro 2011 | 15h51

Enfrentando uma pressão cada vez maior dos ativistas inspirados pelos levantes do mundo árabe, o rei, que tem o apoio do Ocidente, exonerou o primeiro-ministro conservador Marouf al-Bakhit, general da reserva do Exército, disseram as fontes.

O rei disse a Khasawneh, de 61 anos, membro do Tribunal Penal Internacional (TPI), que ele deve se tornar primeiro-ministro, aprovar uma lei eleitoral mais representativa e pôr fim à corrupção no governo, afirmaram as fontes.

"Há uma percepção de que a Jordânia pode mergulhar no caos e Khasawneh foi trazido para tentar resolver isso", disse à Reuters um diplomata ocidental em Amã.

Ex-chefe da corte real e assessor jurídico da equipe jordaniana que negociou o tratado de paz com Israel em 1994, Khasawneh é visto como uma pessoa respeitada que está acima das rivalidades internas.

Seu antecessor, Bakhit, subiu ao poder quando os manifestantes pró-reforma saíram às ruas pela primeira vez, em fevereiro.

As autoridades afirmam que o monarca ficou decepcionado com o ritmo lento das reformas sob Bakhit e está respondendo às críticas cada vez maiores da população de que o premiê estaria arrastando as reformas.

Bakhit tornou-se impopular entre os políticos do mainstream e de uma coalizão de grupos de oposição de origens tribais e islâmicas que o acusam de conduzir da maneira inapropriada os problemas internos, incluindo os preparativos para as eleições municipais que devem ocorrer este ano.

Políticos afirmam que o monarca, que está no poder desde 1999, tem sido forçado a tomar apenas medidas cautelosas rumo à democracia, restrito pela base tribal do seu poder, que vê as reformas como uma ameaça a seus benefícios políticos e econômicos.

Os ativistas têm promovido uma série de protestos públicos exigindo mais rapidez nas reformas e criticando a família real, acontecimentos raros em um país onde o rei é reverenciado e mantido acima das rusgas políticas.

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