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Academias para ricos e famosos: conheça espaços exclusivos para malhar com luxo por R$ 3 mil por mês

Além dos equipamentos de última geração, os alunos recebem atendimento personalizado durante todo o treino e mimos como toalhas geladas e snacks

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Foto do author Bruna Klingspiegel
Por Bruna Klingspiegel
Atualização:

O luxo está nos detalhes. É assim que Rodrigo Sangion , dono da Les Cinq Gym, resume o conceito aplicado em academias de alto padrão. As chamadas “academias butique” oferecem serviços exclusivos, como garçons, saunas, massagens, frutas frescas, castanhas e até mesmo simuladores de paraquedas e trenó. A O2 Fitness, com filiais em Brasília e Goiânia, e a Bodytech do shopping Iguatemi também apostam em um ambiente sofisticado para quem gosta de malhar - e ostentar.

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Além de equipamentos de última geração, esses espaços normalmente são projetados por arquitetos renomados e apresentam uma decoração moderna e sofisticada. O objetivo é criar um ambiente acolhedor para clientes que podem pagar por todos esses “mimos”. A mensalidade para ter acesso a toda essa exclusividade pode chegar a R$ 3 mil. Em alguns casos, é preciso pagar uma taxa de adesão, além do valor mensal, para usufruir desse luxo.

Com mais de 35 mil academias, o Brasil é o segundo maior mercado do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos. Boa parte delas é de redes de baixo custo, que dominaram o mercado oferecendo grandes estruturas por um preço mais em conta. Enquanto nesses espaços o atendimento - de professores - é mais limitado, nas academias premium o objetivo é dar uma assistência personalizada, atraindo empresários, políticos, famosos e influenciadores que buscam um estilo de vida saudável e exclusivo.

Ao contrário dos mercados maduros, o Brasil ainda têm muito espaço para crescer nesse nicho voltado a consumidores de luxo, explica Cristina Proença, professora da pós-graduação em mercado de luxo da ESPM. Em 2022, por exemplo, houve um aumento de 21% em receita de vendas no mercado de bens de luxo, segundo dados da Bain & Company.

Com a crescente tendência global de valorizar a qualidade de vida, experiências e cuidados com a saúde e bem-estar, em detrimento da simples aquisição de produtos, as academias butique aparecem com potencial de destaque nesse mercado. Para os novos empreendedores, é importante ter em mente que esse público não quer apenas equipamentos de última geração. O que encanta esse público é o atendimento personalizado.

Nesse sentido, afirma Cristina, é fundamental não apenas seguir um padrão de atendimento, mas sim buscar compreender cada cliente, conhecendo-o pelo nome, compreendendo suas necessidades e sendo um bom ouvinte. “Uma vez que se experimenta algo verdadeiramente diferenciado, especial e ultrapersonalizado, é difícil voltar atrás. O cliente passa a desejar consumir cada vez mais essa experiência única.”

Ambiente intimista

“É uma academia para quem não gosta de academia”, diz Rodrigo Sangion, fundador da Les Cinq Gym, eleita três vezes melhor do mundo pela MXMetrics Medallia Partner. A entrada da casa, localizada na Alameda Lorena, em São Paulo, é uma experiência à parte. Se eu te pedir para imaginar uma academia, provavelmente essa seria a última coisa que viria à sua mente.

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Fundador da Les Cinq Gym, Rodrigo Sangion diz que o atendimento de excelência é um dos pilares do negócio Foto: Taba Benedicto/Estadão

A recepção é toda feita de mármore, com sofás de couro. O aroma, que você sente logo no momento em que passa pela porta, não é de suor. Ele foi desenvolvido por uma empresa espanhola especializada em criar perfumes exclusivos para negócios de luxo. A música eletrônica alta, comum nas academias tradicionais, foi substituída por um house moderninho.

O atendimento de excelência é um dos pilares do negócio, explica Sangion. Para isso, o investimento em treinamento foi alto, e esse foi um dos pontos que deram destaque à marca no mercado. “Não adianta você ter apenas um lugar bonito. Se o atendimento não for bom, as pessoas não voltam”, diz ele.

A casa foi inspirada nas academias mais luxuosas de Nova York e é um dos únicos negócios desse estilo na cidade. Com uma pulseira eletrônica no punho, os alunos entram no prédio e dão de cara com a área de musculação, que oferece aparelhos modernos, TVs individuais com acesso às redes sociais e streaming e esteiras de última geração, onde é possível simular um paraquedas ou um trenó.

A Les Cinq ainda conta com sala de spinning, sala para yoga, lutas e aulas funcionais, sauna úmida e seca, manicure, snacks, pista de corrida na cobertura, frutas frescas e banheiros equipados com tudo que o cliente precisa para se recuperar após um treino pesado. Além disso, por meio da pulseira, todos os exercícios são salvos em seu perfil, facilitando o acompanhamento da sua evolução nos treinos. A mensalidade pode chegar a R$3 mil, o que não intimida os clientes, que lotam a academia diariamente.

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“Mais de 60% dos nossos novos alunos, vem por indicação dos clientes mais antigos. As pessoas sentem vontade de estar lá e sentem falta quando estão longe. Toda energia do lugar e todo o cuidado dos professores vai conquistando esse público e fidelizando os clientes”, conta.

Enquanto o público da Les Cinq costuma ser mais familiar, a O2 Fitness, em Brasília, recebe, em sua maior parte, políticos e empresários que frequentam a região mais luxuosa da capital nacional. A academia, que hoje está com lotação máxima e cobra uma mensalidade de aproximadamente R$ 1,3 mil mensais com taxa de adesão de R$ 600, oferece um serviço de all inclusive, onde durante o treino os alunos têm acesso a toalhas geladas, toalhas de banho, cafés, whey, água engarrafada com ou sem gás, pós-treino, energético, snacks de castanhas e frutas. Tudo isso é servido por um garçom ao longo do seu treino.

De olho nas tendências nos EUA e na Europa, Paulo Albuquerque e seus sócios identificaram uma lacuna no mercado fitness brasileiro, que apresentava poucas opções e não oferecia um ambiente que combinasse sofisticação e um foco claro em resultados. “Treinar é só um dos atrativos”, explica o sócio, que também tem uma unidade da maior rede de academias de baixo custo do País.

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Ele destaca que a pandemia deixou mais evidente essa preocupação por serviços mais exclusivos. As pessoas não estão mais buscando academia cheias, onde você precisa revezar equipamento e enfrentar uma luta diária para você conseguir treinar, elas querem praticidade e exclusividade. “Aqui a pessoa só precisa colocar a roupa e vir treinar. A gente cuida do resto”, diz.

Filial diferenciada com networking

Há 10 anos localizada no shopping Iguatemi, a filial da Bodytech no centro comercial mais caro do Brasil, tem uma mensalidade duas vezes maior em relação as demais unidades. O diferencial, segundo o diretor técnico Eduardo Netto, vai além dos mimos oferecidos aos alunos. O foco é atender a família toda. Os professores, por exemplo, estão capacitados para atender e acompanhar o treino de um bebê de seis meses ou a uma pessoa de 70 anos.

“A essência da academia não está nos equipamentos ou nas aulas coletivas. Quem faz a diferença são as pessoas que te recebem na recepção, os professores que te acompanham na musculação ou nas aulas. Queremos proporcionar uma experiência acolhedora para o cliente”, conta Netto.

Para isso, todos os colaboradores precisam estar sempre preocupados em ouvir o cliente e estarem abertos a críticas. A expectativa dos alunos é muito alta e se o atendimento falhar, as chances dele nunca mais voltar é alta. O perfil de quem frequenta a academia é em sua maior parte composto por empresários e trabalhadores do bairro, conhecido como o Vale do Silício brasileiro, que reúne grandes empresas ao lado de novas startups.

Esse contexto demandou um investimento diferenciado, na unidade do Iguatemi onde não há estagiários e é disponibilizado uma maior quantidade de professores. As mensalidades giram em torno de R$ 1,6 mil, com adicional de R$ 250 de taxa de adesão.

Outra característica destacada tanto pelos empresários das academias é a oportunidade de utilizar os espaços para conhecer pessoas e fazer networking. Netto conta que desde a retomada, após a pandemia, os clientes estão ficando mais tempo na academia, seja pelo conforto oferecido por eles ou pelo lado social, onde é possível criar uma boa rede de contatos e estar aberto a novas oportunidades.

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