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Juiz põe oito no banco dos réus por furto de 21 metralhadoras de arsenal de Guerra do Exército

Tenente-coronel, dois cabos e um tenente são acusados de crimes de peculato-furto e inobservância da lei por tolerância e negligência; quatro civis denunciados por ajudar a vender, comprar e guardar as armas estão foragidos

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Por Pepita Ortega
Atualização:
Frente do quartel das Forças Armadas em Barueri, na região metropolitana de São Paulo, de onde foram furtadas 21 metralhadoras do arsenal de guerra. Foto: FELIPE RAU /ESTADÃO

O juízo da 2ª Auditoria Militar de São Paulo colocou no banco dos réus quatro militares e quatro civis por crimes relacionados ao furto de 21 metralhadoras do Arsenal de Guerra de São Paulo, em Barueri. Os militares - um tenente-coronel, um primeiro-tenente e dois cabos - são acusados de peculato-furto e inobservância da lei por tolerância e negligência.

Respondem à ação:

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Os outros quatro réus são civis e considerados foragidos da Justiça. Os investigadores ainda executam diligências para aprofundar a apuração sobre a participação dos mesmos no caso. Eles teriam ajudado a vender, comprado e guardado as metralhadoras desviadas do Arsenal de Guerra.

A Justiça Militar decretou a prisão preventiva dos cabos Vagner da Silva Tandu e Felipe Ferreira Barbosa em razão da participação direta no crime. Com o recebimento da denúncia, terá início o trâmite da ação, com a citação e o interrogatório dos réus; oitivas de testemunhas; eventuais requerimentos de diligências pelas partes; alegações e, ao fim, julgamento.

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De acordo com a denúncia, Vagner da Silva Tandu e Felipe Ferreira Barbosa colocaram as armas furtadas - 13 metralhadoras .50 M2 HB Browning, 8 metralhadoras 7,62 M971 MAG e 1 fuzil 7,62 M964 - na caçamba de uma caminhonete, ocultando as mesmas com a cobertura da parte traseira do veículo. Então, Vagner foi o responsável por dirigir o veículo para fora do depósito da reserva de armamento da Seção de Recebimento e Expedição de Material do Arsenal de Guerra de São Paulo.

O crime foi descoberto em outubro, durante uma inspeção no Arsenal de Guerra de Barueri e levou ao aquartelamento de quase 500 militares durante vários dias. Os investigadores estimavam que o furto teria ocorrido entre os dia 5 e 8 de setembro, o que foi confirmado durante o inquérito - as armas foram subtraídas no dia 7 de setembro de 2023, feriado da Independência do Brasil.

Das armas furtadas, 19 já foram recuperadas pelo Exército e pela Polícia de São Paulo. Oito metralhadoras foram localizadas na zona Oeste do Rio, em área ocupada por milícia que se aliou ao Comando Vermelho. Outras nove armas que estavam sendo negociadas com o PCC foram encontradas em uma área de lamaçal em São Roque, próximo ao município de Sorocaba. Mais duas foram localizadas no Rio. Duas ainda estão desaparecidas.

Na esfera administrativa, 38 militares já foram punidos com prisões disciplinares que variam de um a vinte dias.

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