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Procuradoria no DF também vai investigar se Janones operou esquema de rachadinha

Inquérito na esfera cível se soma à investigação criminal em curso no STF; deputado afirma que assessores e ex-assessores já foram ouvidos e negaram desvios

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Por Rayssa Motta
Atualização:
André Janones nega ter exigido retorno de salários de funcionários. Foto: Gilmar Félix / Câmara dos Deputados 

A Procuradoria da República no Distrito Federal também vai investigar se o deputado André Janones (Avante-MG) operou um esquema de rachadinha. Foi instaurado um inquérito na esfera cível, que pode levar a uma ação por improbidade administrativa.

As suspeitas que recaem sobre Janones já são objeto de um inquérito criminal no Supremo Tribunal Federal (STF). O deputado é investigado por suspeita de associação criminosa, peculato e concussão. Ele nega irregularidades.

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O procurador Daniel Cesar Azeredo Avelino decidiu abrir a investigação cível a partir de uma representação do ex-deputado Deltan Dallagnol (Novo). O despacho é de dezembro. O material colhido pelo STF deve ser aproveitado no caso.

A “rachadinha” é a prática ilegal de repasse de salários de funcionários, sobretudo em cargos comissionados, para o político ou partido que o empregou. Frequentemente, esses auxiliares sequer prestam serviços nos gabinetes, são “fantasmas” que apenas “vendem” o CPF em troca de uma porcentagem da remuneração mensal do cargo.

Um dos aliados do governo Lula mais ativo nas redes sociais, Janones foi arrastado para o centro de suspeitas de corrupção depois que vieram a público áudios em que ele pede doações de assessores para compensar gastos de campanha.

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O deputado nega as acusações e afirma que a investigação do caso pelas autoridades competentes é o único caminho para provar que é inocente. Nas redes sociais, afirmou que todos os assessores e ex-assessores do seu gabinete foram ouvidos e negaram ter conhecimento de qualquer exigência indevida.

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