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Coluna do Estadão

| Por Roseann Kennedy

Roseann Kennedy traz os bastidores da política e da economia, com Eduardo Gayer e Augusto Tenório

Bancada evangélica aproveita sucessão na Câmara para pressionar Lira por votação de projetos

Parlamentares vão indicar duas matérias prioritárias; Estatuto do Nascituro e criminalização de uso de drogas estão entre as pautas em análise pelo grupo

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Por Augusto Tenório
Atualização:

A Frente Parlamentar Evangélica se reuniu nesta quarta-feira, 21, e disse que vai escolher dois projetos prioritários para apresentar ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), de quem cobrará votação ainda neste ano. Nos bastidores, o grupo deixa claro que a análise dos temas vai influenciar no apoio do grupo ao indicado por Lira para disputar o comando da Casa em 2025.

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Procurado pela Coluna do Estadão, o presidente da Frente Parlamentar Evangélica, Eli Borges (PL-TO), nega tom de ameaça. “Depois que decidirmos os projetos, vamos tratar desse relacionamento. Apresentaremos as matérias ao presidente Lira e mostraremos o quanto somos parceiros da gestão dele”.

A Frente tem 203 deputados e apoiou Arthur Lira na eleição para presidente da Câmara, em 2021, e na reeleição, em 2023, quando ele bateu o recorde de apoio e obteve 464 votos.

O deputado Eli Borges (PL-TO). Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Estatuto do nascituro e criminalização de uso de drogas devem ser os escolhidos

Um dos projetos que devem ser selecionados pela Frente Parlamentar Evangélica é o do estatuto do nascituro, que proíbe o aborto. Os conservadores conseguiram as 297 assinaturas para o regime de urgência, mas o pedido não foi pautado em plenário.

Outras matérias que serão analisadas pelas lideranças envolvem proibição de posse e posse de drogas. Um projeto sobre criminalização do consumo de entorpecentes já foi aprovado pela Comissão de Segurança Pública da Câmara.

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Matérias sobre comportamento e família, como a proibição do reconhecimento da união homoafetiva como casamento, liberdade religiosa e ideologia no ensino público também estão na mesa.

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