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Coluna do Estadão

| Por Roseann Kennedy

Roseann Kennedy traz os bastidores da política e da economia, com Eduardo Gayer e Augusto Tenório

Líder do PDT: Disputa entre Ciro e Cid tem repercussão negativa, mas vamos resistir

Para o deputado Afonso Motta, Ciro é a maior liderança pedetista

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Foto do author Iander Porcella
Foto do author Lorenna Rodrigues
Por Iander Porcella (Broadcast) e Lorenna Rodrigues (Broadcast)

O novo líder do PDT na Câmara, Afonso Motta (RS), admitiu que a disputa entre os irmãos Ciro e Cid Gomes tem repercussão negativa para o partido, mas disse que a sigla vai “resistir” e que o maior líder do PDT é Ciro. Em entrevista ao Broadcast Político, ele também afirmou que as disputas nas eleições municipais não podem ser feitas com base na polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Não há dúvida de que tem repercussão negativa, por se tratar de grandes líderes, nosso líder maior, que nos representou no debate público, é o Ciro Gomes. É uma figura que tem repercussão pública, que tem um conteúdo diferenciado”, disse Motta. Ele ponderou, contudo, que o partido vai “resistir” com lideranças como o ministro da Previdência, Carlos Lupi, o próprio Ciro e seu antecessor no cargo de líder do PDT na Câmara, André Figueiredo (CE).

O deputado federal Afonso Motta (PDT-RS). Foto: Luis Macedo/ Câmara dos Deputados

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Cid Gomes pediu desfiliação da legenda após os desentendimentos com o irmão. O senador está filiado agora ao PSB. As divergências entre os dois começaram na campanha eleitoral de 2022, quando Ciro concorreu à Presidência da República. Em 2023, o impasse sobre a aliança dos pedetistas com o PT no Ceará, criticada por Ciro, levou a uma disputa pelo diretório estadual e à saída de Cid do PDT.

Motta disse que, apesar das divergências internas, não fará nenhuma distinção entre os parlamentares da bancada na Câmara. “Todos os deputados do Ceará são tratados com o mesmo respeito e a mesma consideração que todos os deputados”, afirmou, ao ressaltar que escolheu o deputado Mauro Benevides Filho (CE) para ser o vice-líder da sigla na Casa.

Sobre as eleições municipais, Motta defendeu que a discussão sobre os problemas locais deve prevalecer. Ele ressaltou que, em seu Estado natal, o PDT deve lançar a ex-deputada estadual Juliana Brizola à prefeitura de Porto Alegre, mas não descartou diálogo com a pré-candidata do PT, a deputada federal Maria do Rosário (RS).

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