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Coluna do Estadão

| Por Roseann Kennedy

Roseann Kennedy traz os bastidores da política e da economia, com Eduardo Gayer e Augusto Tenório

Lula vive impasse eleitoral na sede da COP e quer nome de consenso com Helder

Medo do presidente é ter um bolsonarista no comando da prefeitura de Belém durante a Conferência do Clima, em 2025

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Por Eduardo Gayer

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou a auxiliares o temor de um “bolsonarista raiz” comandar a prefeitura de Belém durante a Conferência do Clima (COP), marcada para 2025. Evento de dimensão internacional, a COP-30 é sonhada como a grande vitrine ambiental do petista. Com o prefeito e pré-candidato à reeleição Edmilson Rodrigues (PSOL) em crise de popularidade, aliados do presidente querem lançar um nome apoiado pelo governador Helder Barbalho (MDB) com competitividade para enfrentar nas urnas o bolsonarista Éder Mauro (PL).

Um nome cotado para a missão é o ministro do Turismo, Celso Sabino (União Brasil), que poderia virar o candidato de Lula e Helder em Belém. A aliados, ele afirma, porém, que prefere ficar em Brasília. Oficialmente, o PT mantém o apoio a Edmilson, até pela aliança firmada com o PSOL em São Paulo. Sabino afirma que não há decisão sobre pré-candidatura.

Encontro entre Helder Barbalho, Lula e Celso Sabino às vésperas da indicação do deputado federal licenciado ao Ministério do Turismo. Foto: Ascom/Celso Sabino

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Uma eventual candidatura do ministro do Turismo abriria vaga na Esplanada para acomodar aliados e negociar a aprovação de projetos com o Congresso. De quebra, Sabino trabalharia para o União Brasil desistir de lançar o governador Ronaldo Caiado (Goiás) à Presidência para apoiar a reeleição do presidente em 2026.

Edmilson Rodrigues (PSOL) tem apenas 6% de aprovação, a pior entre as capitais do País, de acordo com pesquisa AtlasIntel divulgada em dezembro. O índice preocupa o entorno do presidente e de Helder Barbalho, irmão do ministro das Cidades, Jader Filho, que não deseja apoiar o prefeito à reeleição.

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