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Coluna do Estadão

| Por Roseann Kennedy

Roseann Kennedy traz os bastidores da política e da economia, com Eduardo Gayer e Augusto Tenório

Ministro deixa voo na última hora para participar de reunião com Lula sobre Yanomami

Jorge Messias estava na sala de embarque e seguia para férias na Bahia; viagem foi adiada em um dia após pedido do presidente

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Por Eduardo Gayer
Atualização:

De dentro da sala de embarque, o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, desistiu de pegar um voo para a Bahia na noite desta segunda-feira (08) após ser convocado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a reunião ministerial sobre ações para a terra indígena Yanomami, ocorrida pela manhã no Palácio do Planalto. Com as malas prontas para viajar com a família, Messias, que está em férias oficiais, recuou e só embarcou para o litoral baiano na tarde desta terça-feira (09).

O ministro da AGU, Jorge Messias. Foto: Renato Menezes/Ascom AGU

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Messias confirmou que precisou trocar as passagens para participar da reunião, mas minimizou o episódio. “Estou aqui para servir, estarei sempre à disposição do Presidente da República”, disse à Coluna.

Lula reuniu 14 ministros e o vice-presidente Geraldo Alckmin para fechar a nova proposta do governo para a terra indígena Yanomami, que receberá R$ 1,2 bilhão em investimentos federais neste ano também em ações de segurança pública, de olho nos garimpeiros que já tomaram conta da região.

“Vamos migrar de um conjunto de ações emergenciais [feitas em 2023] para ações estruturais em 2024. Isso inclusive na área de controle de território e segurança pública”, afirmou o ministro da Casa Civil, Rui Costa, após o encontro.

De acordo com um ministro palaciano, a presença de Jorge Messias era “imprescindível” para Lula, que tem grande confiança no ministro. Próximo à cúpula do PT, o chefe da AGU chegou a ser cotado para ser indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF), vaga que acabou com o ministro da Justiça, Flávio Dino.

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Messias também ajuda na aproximação entre o governo Lula e os evangélicos. Como revelou a Coluna, o governo quer promover no começo de fevereiro um grande encontro com líderes evangélicos, segmento que representa cerca de 30% dos eleitores e ainda resiste a seu terceiro mandato.

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