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Coluna do Estadão

| Por Roseann Kennedy

Roseann Kennedy traz os bastidores da política e da economia, com Eduardo Gayer e Augusto Tenório

Novo ensino médio: ‘Podemos aprimorar legado de Temer com novas ideias’, diz relator

Deputado, que é de oposição, telefonou para ministro da Educação, Camilo Santana, para abrir diálogo. “Não há espaço para revanchismos”, afirmou à Coluna

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Por Roseann Kennedy e Augusto Tenório

Tão logo foi confirmado na relatoria do novo ensino médio, o deputado Mendonça Filho (União-PE) telefonou para o ministro da Educação, Camilo Santana, e disse querer dialogar com o MEC e com os secretários estaduais da área. Sua preocupação era deixar claro que não vai discutir a pauta com revanchismo.

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“O Brasil precisa entender que educação é política de Estado e não de governo. É possível aprimorar o legado de Temer com contribuições novas. O que não se pode é simplesmente rasgar e jogar fora o que já havia sido feito na reforma do ensino médio”, afirmou em entrevista exclusiva à Coluna.

Mendonça, ministro da Educação no governo de Michel Temer, foi principal fiador da reforma educacional sancionada em 2017, que está em vigor e é alvo de críticas do PT do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O deputado Mendonça Filho (União-PE) Foto: André Dusek/Estadão

“Não estou preso a nenhuma visão, estou aberto ao diálogo e à construção de uma política de educação positiva para o ensino médio no País. Quem me conhece sabe que não sou de vencer no grito, vou fazer o convencimento”, disse.

O deputado ressalta que essa discussão é importante porque o Brasil figura entre os piores desempenhos do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa). Na última avaliação, feita em 2018, o País ficou em 54º lugar numa lista com 79 nações, com destaque para o baixo desempenho dos alunos em leitura, matemática e ciências.

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