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'Deixaremos de ser partido da governabilidade para ser governo em 2018', diz deputado

Mauro Lopes (PMDB-MG) é cotado para assumir na próxima semana a Secretaria da Aviação Civil

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Foto do author Beatriz Bulla
Foto do author Julia Lindner
Por Daniel de Carvalho , Beatriz Bulla e Julia Lindner
Atualização:

Brasília - Cotado para assumir na próxima semana a Secretaria da Aviação Civil, o deputado Mauro Lopes (PMDB-MG) defendeu neste sábado, 12, em reunião com deputados estaduais do PMDB que o partido deixe de ser apenas um garantidor de governabilidade para que se torne "governo", mas apenas em 2018. Lopes disse que a convenção é uma oportunidade de se prepararem "para deixarmos de ser partido da governabilidade para ser governo em 2018". A declaração foi dada em uma sala próxima ao auditório onde ocorre a convenção nacional do partido. O ministério foi oferecido pelo Planalto à bancada mineira do PMDB da Câmara em troca de apoio à recondução de Leonardo Picciani (PMDB-RJ) à liderança do partido na Casa. A expectativa é que a entrega seja oficializada na próxima semana. Durante a convenção, nesta manhã, apenas peemedebistas contrários ao governo estão discursando. Em vários momentos, os oradores incentivaram a plateia formada por militantes a entoar "fora, Dilma". "Essa grita muito grande é pelo momento que estamos vivendo. Momentos difíceis estão acontecendo. A mídia está aí anunciando problemas sérios, na economia, na política. O momento é propício para discursos inflamados", justificou Mauro Lopes. O possível futuro ministro disse acreditar que o PMDB continuará na base. Justificou seu otimismo afirmando que o presidente nacional do partido, o vice-presidente da República, Michel Temer, não renunciaria ao seu cargo em caso de desembarque. "Tenho certeza absoluta. O PMDB tem o vice-presidente da República. Se fosse outro partido qualquer, que não tivesse o segundo cargo da nação, poderia desembarcar. Mas, se desembarcar, você acha que o Michel vai renunciar?", ponderou Mauro Lopes.

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