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Governo monitora reuniões para se antecipar a possíveis protestos no Brasil

Em Pequim, presidente Jair Bolsonaro classificou protestos no Chile como 'atos terroristas' e reforçou pedido para que tropas estejam preparadas para reprimir eventuais protestos semelhantes no país

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Por Julia Lindner
Atualização:

PEQUIM - O presidente Jair Bolsonaro afirmou que o governo tem monitorado reuniões para se antecipar a possíveis manifestações no Brasil. Embora o direito ao protesto seja garantido na Constituição, o presidente considera que os atos só são legais "quando você reivindica respeitando o direito do próximo".

Jair Bolsonaro cumpre agenda oficial em Pequim; presidente está em missão oficial pela Ásia e Oriente Médio. Foto: EFE/ EPA/ Madoka Ikegami

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Bolsonaro também voltou a demonstrar preocupação com os protestos no Chile, que classificou como atos terroristas. "Praticamente todos os países da América do Sul tiveram problema. O do Chile foi gravíssimo. Gravíssimo. Aquilo não é manifestação nem reivindicação. São atos terroristas", declarou durante conversa com jornalistas, em Pequim.

Ele reforçou que tem mantido conversas com o Ministério da Defesa para, além do monitoramento, ter as tropas "preparadas" para reprimir protestos semelhantes aos do Chile no Brasil. "Tenho conversado com a Defesa nesse sentido, a tropa tem que estar preparada porque, ao ser acionada por um dos três poderes, de acordo com o artigo 142, estarmos em condição de fazer a manutenção de lei e da ordem."

Ele disse que recebeu vários informes sobre como os manifestantes se organizam, além de possíveis reuniões e atos preparatórios para atos contrários ao governo que ele considera "não legais". "Porque as manifestações são legais, tudo bem, quando você reivindica respeitando o direito do próximo", afirmou.

Vazamento de óleo também é ato terrorista

O presidente também classificou como ato terrorista o vazamento de petróleo na costa brasileira, caso fique comprovado que foi um ato intencional.

Ao ser questionado sobre publicação do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que vincula a organização Greenpeace ao episódio, Bolsonaro disse que a instituição internacional "só atrapalha" o governo. "Esse Greenpeace só nos atrapalha. Não sei o que ele (Salles) falou, tenho que conversar com ele para entrar em detalhes, mas o Greenpeace só nos atrapalha, não nos ajuda em nada".

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