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Lula e Bolsonaro mostram ‘país velho e rancoroso’ em debate, diz Ciro Gomes

Candidato à Presidência pelo PDT afirma que momento foi importante para mostrar como a polarização atrapalha o País

Foto do author Francisco Carlos de Assis
Foto do author Giordanna Neves
Por Ana Paula Grabois , Francisco Carlos de Assis (Broadcast) e Giordanna Neves (Broadcast)

O candidato do PDT a presidente da República, Ciro Gomes, disse que o debate na noite de domingo, 28, foi uma demonstração de “um Brasil velho e rancoroso”, em referência à disputa do presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

”Foi uma coisa desagradável estar de perto assistindo àquilo, mas foi bom que o povo viu como essa polarização é artificial, como ela nos divide e é vazia, é uma bola de chumbo amarrando o Brasil ao passado”, afirmou Ciro ao chegar evento “Abdib (Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústria de Base) Fórum 2022 - agenda da infraestrutura com presidenciáveis”, em um hotel na capital paulista.

Ciro Gomes durante debate na noite de domingo na Band Foto: Miguel SCHINCARIOL/AFP

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De acordo com o candidato, o debate, contudo, permitiu que ele sinalizasse para uma mudança do modelo econômico e de governança política para o País. “O que vimos ontem foi um presidente e um ex-presidente se agredindo na frente de milhões de brasileiros para que as pessoas escolham quem é o menos corrupto ou o menos mentiroso dos dois. Isso é muito grave, muito constrangedor.”

Ciro Gomes afirmou concordar com uma das principais sugestões da Abdib: o fim do teto de gastos do Orçamento para aumentar o investimento no setor. Segundo o candidato, o teto como foi configurado “não é para defender saúde fiscal”, mas sim para “pagar juros ao banco” e gerar desemprego.

Ao mesmo tempo, o que o candidato pedetista diz propor “não é farra fiscal”. “Vou melhorar a arrecadação, diminuir os impostos sobre quem trabalha e produz, aumentar os impostos sobre os super ricos e sair do déficit para o superávit fiscal para não depender mais do setor financeiro”, disse. Seu programa de governo tem uma meta de investimento de R$ 3 trilhões em dez anos, incluindo áreas como educação, saúde e infraestrutura.

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