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Bastidores da política e da economia, com Julia Lindner e Gustavo Côrtes

Após obrigar passaporte da vacina, Barroso volta a ser alvo preferencial nas redes

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Por Camila Turtelli, Matheus Lara e Alberto Bombig

O ministro Luís Roberto Barroso, do STF. Foto: Abdias Pinheiro/TSE

Após ter determinado a adoção do passaporte vacinal no País, Luís Roberto Barroso voltou a ser alvo de ataques bolsonaristas nas redes sociais. Levantamento feito pela Bites Consultoria para a Coluna mostra que foram ao menos 109 mil publicações mencionando o ministro do STF desde sábado, 11: os tweets com maior engajamento foram feitos por parlamentares e influenciadores bolsonaristas. Eles acusam Barroso de "violar a democracia" e "usurpar prerrogativa do Poder Executivo". Os estilingues virtuais mais pesados, considerando os compartilhamentos, foram os empunhados pelos deputados Bia Kicis (PSL-DF), Filipe Barros (PSL-PR) e Paulo Eduardo Martins (PSC-PR).

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JÁ FOI PIOR. Apesar de alto, segundo a consultoria, o volume de menções não se compara a outros momentos de estresse envolvendo Barroso e os fãs de Jair Bolsonaro: em abril último, quando o ministro mandou instalar a CPI, ele foi citado no Twitter 243,3 mil vezes.

NEM AÍ? A interlocutores, o ministro Barroso diz não acompanhar esse tipo de repercussão porque quer seguir em paz para tomar as decisões.

MAGOEI. Apesar de ser uma espécie de "inimigo número um" da direita bolsonarista, Barroso ainda não caiu nas graças da esquerda, ao menos não da esquerda petista: ainda há mágoas quanto à atuação do ministro durante a Lava Jato.

CLICK. Wellington Dias, governador do Piauí

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Petista foi homenageado pelo sindicato dos trabalhadores da Fiocruz (Asfoc) por sua atuação na pandemia e posou ao lado de estátua do sanitarista Sérgio Arouca, também de máscara.

TÁ... A mais recente pesquisa Ipec deu alguma esperança ao entorno de João Doria.

...EMBOLADO. Os números do Ipec reforçam o que o pessoal do governador de São Paulo tem dito em privado: Moro, com 6%, não se desgarrou como única opção da "terceira via" e será ultrapassado por Doria, hoje com 2%, em meados de 2022. Há, porém, outras pesquisas disponíveis na praça e com resultados diferentes.

TÔ AQUI, UAI. De malas prontas rumo ao MDB, o senador Carlos Viana (PSD) tem sido chamado pelos colegas de "terceira via" mineira. Ele topa concorrer ao governo de Minas em disputa com Romeu Zema (Novo) e Alexandre Kalil (PSD). O MDB tem feito reuniões com os prefeitos para botar em pé essa alternativa.

LIGA. Com ou sem Geraldo Alckmin, os caciques Gilberto Kassab (PSD) e Campos Machado (Avante) dizem que estarão do mesmo lado nas eleições em São Paulo em 2022

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MALHAÇÃO. Bastou Ciro Gomes (PDT) encontrar dificuldade nas pesquisas após a entrada de Sérgio Moro no cenário para petistas iniciarem a semeadura: o PDT vai obrigá-lo a desistir da candidatura; ele próprio abrirá mão por Lula.

MALHAÇÃO 2. Rodando o País com seu livro, porém, Ciro está mais atirado do que nunca: nos últimos dias, foi para cima de Arthur Lira, detonou Bolsonaro e chamou Moro para o debate: "Mostre sua coragem".

SINAIS PARTICULARES (por Kleber Sales). Ciro Gomes, presidenciável do PDT

 

PRONTO, FALEI! João Amoêdo, candidato a presidente em 2018 pelo Novo

 Foto: Wilton Junior/Estadão

"Em quatro dias, o governo distribuiu R$ 2 bilhões em emendas do orçamento secreto para a base. Eficiência em agradar ao Centrão e entregar dinheiro para políticos."

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