PUBLICIDADE

EXCLUSIVO PARA ASSINANTES
Foto do(a) coluna

Bastidores da política e da economia, com Julia Lindner e Gustavo Côrtes

Indicação de França para embaixada do Canadá desagrada diplomatas

Gestão de Mauro Vieira no Itamaraty tem evitado caça às bruxas

Foto do author Beatriz Bulla
Foto do author Gustavo Côrtes
Por Beatriz Bulla e Gustavo Côrtes
Atualização:

O ex-chanceler Carlos França está prestes a ser indicado embaixador do governo Lula no Canadá - só espera pelo agreement canadense. A indicação foi feita mesmo após ele ter testemunhado a favor de Jair Bolsonaro na ação que corre no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e que acusa o ex-presidente de abuso de poder na eleição.

O ex-presidente Jair Bolsonaro e o ex-chanceler Carlos França durante encontro com empresários em Moscou. Foto: Alan Santos/ PR

PUBLICIDADE

Outro que não pode reclamar é Ernesto Araújo. O antecessor de França no cargo publicou em suas redes, em dezembro, que o País iria “mergulhar no caos” com a eleição de Lula. Diplomatas esperavam que ele fosse alvo de um processo administrativo disciplinar por falas contra o Estado. Não recebeu sequer advertência.

Auxiliares do chanceler Mauro Vieira dizem que ele não pretende fazer uma caça às bruxas, como fez Ernesto quando chegou ao cargo máximo no Itamaraty. Na ocasião, diplomatas de alto nível foram enviados a postos de menor relevo, inclusive o próprio Vieira.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.