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Pacheco defende Padilha após ataque de Lira e diz que considera ministro competente

Presidente do Senado disse ser preciso ‘evitar esses problemas’ e ‘buscar sempre as convergências’; Arthur Lira chamou ministro das Relações Institucionais de ‘incompetente’ e ‘desafeto pessoal’

Foto do author Gabriel Hirabahasi
Por Gabriel Hirabahasi (Broadcast)

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), defendeu o ministro da Secretaria das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, alvo de um ataque do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), nesta quinta-feira, 11. Pacheco disse ser preciso “evitar esses problemas” e “buscar sempre as convergências”.

No ataque mais direto a Padilha desde que a relação dos dois se esfacelou, Lira chamou o responsável pela articulação política do governo de “incompetente” e “desafeto”, em entrevista coletiva após um evento em Londrina (PR).

Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, e Arthur Lira, presidente da Câmara Foto: Wilton Junior/Estadão

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“Ninguém é perfeito, mas ninguém também é tão mau assim. A gente tem que conviver com as divergências e eu espero que a relação do Parlamento com o Executivo, especialmente com essa peça-chave que é o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, possa ser a melhor possível”, disse Pacheco.

O presidente do Senado reforçou ainda que mantém uma boa relação com o ministro e que o considera “competente”.

“O que eu posso dizer é que eu me esforço muito para manter uma boa relação com o governo, com o próprio ministro Alexandre Padilha, por quem eu tenho afeição, eu tenho simpatia, e o considero também competente. Da parte do Senado, nós vamos buscar ter o melhor relacionamento possível com o governo e com o próprio ministro Padilha”, afirmou.

A divergência de Pacheco e Lira sobre Padilha é mais um capítulo da disputa entre os presidentes do Senado e da Câmara. Nesta semana, ao defender a regulação das redes sociais para acabar com o “vale-tudo” no ambiente digital, Pacheco jogou os holofotes sobre a paralisia do tema na Câmara. A coluna da jornalista Vera Rosa, do Estadão, mostrou que a estratégia irritou Lira, para quem o colega parece sempre mais interessado em fazer um contraponto e aparecer mais do que ele.

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