Bolsonaro no alvo de Moraes
Tornozeleira eletrônica, toque de recolher, proibição de uso das redes socais: entenda das medidas restritivas impostas ao ex-presidente. Crédito: Carolina Brígido/Estadão; José Osorio/AFPTV/Presidência do Brasil/ DC POOL/AFP; Carlos Fabal/AFPTV
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi alvo de mandados da Polícia Federal (PF) na manhã desta sexta-feira, 18. Nas redes sociais, políticos de direita e de esquerda reagiram à operação contra o ex-presidente, que impôs a Bolsonaro medidas restritivas, como uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar e proibição de comunicação com embaixadores ou autoridades estrangeiras.

Os deputados federais Hélio Lopes e Carlos Jordy, ambos do PL do Rio de Janeiro, afirmaram que a operação da PF é uma “perseguição” ao ex-presidente.
Jordy disse que o Supremo Tribunal Federal (STF) “dobrou a aposta” ao determinar as medidas restritivas um dia depois da carta pública do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestando apoio a Bolsonaro e desaprovação à ação penal por tentativa de golpe, na qual o ex-presidente é réu.
“Isso não é justiça. É censura. É a tentativa desesperada de calar quem ainda representa milhões”, disse o deputado federal Sóstenes Cavalcante (RJ), líder do PL na Câmara.
A deputada federal Carol de Toni (PL-SC) também falou em “perseguição” a Bolsonaro, enquanto o deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP) chamou a autorização à operação, concedida por Alexandre de Moraes, de “absurda”.
O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP), ex-candidato à Prefeitura de São Paulo, afirmou que “a hora da verdade está chegando”. “No Brasil, os golpistas vão ser punidos”, disse Guilherme Boulos.
A deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) celebrou a operação dizendo que “o grande dia se aproxima”, enquanto a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) afirmou que “a verdade está vindo à tona”.
Filhos de Bolsonaro reagem à operação da PF
Os filhos de Jair Bolsonaro também reagiram à operação contra o pai. O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que Moraes “dobrou a aposta” ao autorizar os mandados e medidas restritivas, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que “o ódio tomou conta” do ministro do STF.
Para Flávio, as medidas restritivas autorizadas por Moraes são “desnecessárias e covardes”. O senador criticou a medida restritiva que proíbe o ex-presidente de se comunicar com réus ou investigados, o que inclui Eduardo.
“O mundo dá volta rápido e o povo fica ao lado de quem é injustamente perseguido, como você está sendo, implacavelmente, há anos”, disse Flávio sobre Jair Bolsonaro. “Vai sair ainda maior e mais forte de tudo isso, pra liderar o resgate do nosso Brasil!”, escreveu.
“Dói ver meu pai sendo censurado, calado, proibido de sair do País, sofrendo buscas arbitrárias, enquanto assassinos e corruptos vivem de forma livre no nosso País”, afirmou Carlos Bolsonaro (PL), vereador do Rio de Janeiro.
“Você não está sozinho. Estamos com você”, disse o filho “02″ do ex-presidente. Carlos acrescentou que “sua revolta é também a revolta de milhões de brasileiros” e que Jair Bolsonaro sofre de lawfare, termo em inglês para perseguição política por meio de decisões do Judiciário.





