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Segundo Suíça, Lava Jato no Brasil implica 'centenas de pessoas'

MP suíço, que colabora no caso, indica que propinas envolveram bilhões de dólares a executivos da Petrobrás e outros políticos desde o começo dos anos 2000

Por Jamil Chade e correspondente
Atualização:

GENEBRA - O Ministério Público da Suíça indica que "várias centenas de pessoas" estão sendo investigadas no Brasil e no exterior no caso da Lava Jato. Em seu informe anual sobre suas atividades, a procuradoria em Berna destaca o caso envolvendo a Petrobrás como um dos principais em gestão hoje na Suíça e a dimensão dos recursos envolvidos. 

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"Desde abril de 2014, o MP abriu cerca de 40 processos penais em relação ao escândalo de corrupção ligada à empresa semi-estatal brasileira Petrobrás por lavagem de dinheiro agravada e, em alguns casos, por corrupção de agentes públicos estrangeiros ", diz o informe.

"No quadro dos processos penais conduzidos no Brasil, várias empresas brasileiras e internacionais, assim como várias centenas de pessoas estão implicadas ", indicou. Ao resumir o caso, o MP indica que, desde o começo dos anos 2000, "vários bilhões de dólares " foram enviados a executivos da Petrobrás e outros políticos para obter contratos com a estatal. 

De acordo com o MP suíço, o caso implica "dirigentes das maiores sociedades de construção do país e políticos de alto escalão em atos de suposta corrupção".

Na Suíça, um total de 300 relações bancárias foram identificadas como suspeitas, envolvendo a Lava Jato. Empresas domiciliadas na Suíça foram abertas, tendo ex-executivos da Petrobras, intermediários, sociedades corruptas brasileiras e políticos brasileiros como "beneficiários."

"O total dos valores patrimoniais sequestrados estão em cerca de US$ 800 milhões", apontou o MP suíço. Desse valor, US$ 120 milhões já retornaram em 2015 ao Brasil. 

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