Tabata diz querer ser prefeita por 8 anos, rejeita polarização e reforça defesa por Datena como vice

Deputada disse ficar feliz que Lula não se oponha a sua candidatura e afirmou que Alckmin tem ajudado nas conversas para busca de alianças

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Foto do author Matheus de Souza
Por Matheus de Souza (Broadcast) e Daniel Galvão

Após as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que indicam a intenção de reproduzir a polarização da disputa de 2022 na corrida pela Prefeitura de São Paulo em 2024, a deputada federal Tabata Amaral (PSB), pré-candidata a prefeita, se posicionou contra esse antagonismo. Em entrevista ao Papo com Editor, do Broadcast Político, Tabata pontuou que a polarização não resolve os problemas da cidade, reafirmou a vontade de ter o apresentador José Luiz Datena em sua chapa e disse que, se eleita, não pretende usar o cargo como um trampolim, deixando o mandato pela metade. “Eu quero ser prefeita por oito anos” disse. “São Paulo é grandiosa demais para a gente ter um prefeito por dois três anos como a gente teve ultimamente”, reforçou.

Tabata afirmou ainda que fica “feliz” com o gesto de Lula de não se pôr contra sua pré-candidatura na capital paulista. A deputada disse, no entanto, que “o fato é que nada mudou nos últimos dias”. “Eu estou em uma missão muito grande de trazer as melhores ideias, as melhores propostas, os maiores especialistas, mas sobretudo apresentar uma pré-candidatura que possa ser ponte entre a periferia e o centro”, disse. “Eu não acho que a polarização é a melhor forma de você encarar a disputa do ano que vem” , reforçou.

Tabata Amaral afirmou que São Paulo é grande demais para que um prefeito queria ficar apenas dois ou três anos no cargo Foto: Wilton Junior/Estadão

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Destacando problemas que são bandeira de sua campanha, como a segurança pública e a educação, Tabata afirmou que os desafios apresentados não serão resolvidos quando se limita a disputa ao debate da polarização. “Quando a gente traz a lógica da polarização para esses problemas tão reais e concretos, a gente perde”, disse.

Um dos temas prejudicado por esse tensionamento, afirmou, é a questão da cracolândia. “Não vamos polarizar a cracolândia.” Ao declarar que o debate envolve, além da segurança pública, a saúde, Tabata defendeu a ampliação de vagas no sistema público para internar dependentes químicos

“Meu pai era dependente químico e nunca conseguiu uma vaga no sistema público de saúde. A gente perdeu meu pai com 39 anos de idade para o crack. Esse é um problema que não é só da cracolândia, é das famílias brasileiras”, disse.

A deputada repetiu que, se eleita, seu projeto tem o potencial de unir tanto o governo federal quanto o estadual. “Se eu for eleita, eu vou governar conversando e contando com o apoio tanto do governador Tarcísio quanto do presidente Lula porque eu dialogo com os dois desde já.”

Alckmin tem ajudado em articulações com o PSDB histórico

Sobre a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) na sua campanha, Tabata reconheceu que a dupla função do correligionário, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, pode mantê-lo afastado dos seus palanques. “Se ele não fosse o vice-presidente da República, eu teria ele fisicamente de segunda a segunda nos ajudando aqui em São Paulo, mas dado que ele é, a gente tem restrições”, disse. Mas pontuou que, para além dos palanques, Alckmin tem auxiliado com especialistas e com o diálogo com um “PSDB histórico”.

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“Que honra ter o apoio do vice-presidente da República, que está nos ajudando com especialistas na montagem de chapa”, destacou.

Datena é a escolha para vice, caso ele queira

Sobre a possível participação de Datena na chapa, Tabata falou que espera com paciência a definição do apresentador, que ainda não bateu o martelo sobre o tema. “Se ele decidir que faz sentido compor esse projeto como vice, vai ser muito bom para a gente. E, se ele decidir que quer apoiar de outra forma, vai ser muito bom pra gente também. Continuo aguardando um posicionamento dele e com muita tranquilidade.”

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