Anhanguera e Bandeirantes ficarão 2 anos em obras com interdições parciais; veja rotas alternativas

É a maior intervenção realizada no sistema desde o início da concessão da CCR AutoBan, em 1998

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Por José Maria Tomazela
Atualização:

Obras de recuperação de pavimento vão afetar o tráfego no Sistema Anhanguera-Bandeirantes, um dos principais corredores viários entre a capital e o interior de São Paulo, durante os próximos dois anos.

Os serviços começam no dia 1º de maio e têm duração prevista de 24 meses, estendendo-se até o fim de abril de 2026. Está prevista a interdição de faixas e redução da velocidade nos trechos em obras, o que pode impactar o tempo de viagem dos usuários.

Obras de recuperação do pavimento devem durar 24 meses Foto: Werther Santana/Estadão

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Esta será a maior intervenção realizada no sistema desde o início da concessão da CCR AutoBan, em 1998. A obra vai atingir todas as faixas dos 159 quilômetros da Rodovia dos Bandeirantes (SP-348) e 147 quilômetros da Anhanguera (SP-330), da capital à região de Limeira.

Serão recuperados ainda 7 quilômetros da Rodovia Alberto Panzan (SPI -102/330), em Campinas, e um trecho de dois quilômetros da Dom Gabriel Paulino Couto (SP-300), em Jundiaí. Segundo a concessionária, o investimento será de R$ 1 bilhão.

Cerca de 850 mil veículos passam diariamente pelo sistema, um dos mais movimentados do Estado. A última grande intervenção no eixo rodoviário aconteceu em 2012.

As obras vão exigir redução de velocidade nos trechos com intervenções, aumentando o tempo de viagem. Hoje, os carros podem rodar a até 120 km/h na Bandeirantes e até 100 km/h na Anhanguera, na faixa da esquerda.

Asfalto borracha

Para o novo pavimento, cerca de 2,1 mil quilômetros de faixas de rolamento irão receber o asfalto borracha, produzido a partir de pneus triturados. Conforme a concessionária, esse tipo de pavimento reduz o nível de ruído e aumenta a aderência dos pneus, trazendo mais segurança.

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Além disso, tem maior resistência ao desgaste, aumentando a vida útil da pista e reduzindo a necessidade de intervenções.

Conforme norma técnica do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), o asfalto borracha consiste na mistura de 15% da borracha proveniente de pneus triturados de caminhões, dando mais elasticidade à liga asfáltica e resistência 40% maior do que o pavimento tradicional. Além da CCR, outras concessionárias já utilizam esse asfalto em suas rodovias.

Serviços começam no dia 1º de maio Foto: Werther Santana/Estadão

Ainda segundo a CCR AutoBan, em alguns pontos será necessário retirar uma camada de até 25 cm do pavimento velho para colocar o novo. Onde as condições do asfalto estão melhores, será realizado apenas o recapeamento, com a sobreposição de uma camada nova de 3 centímetros.

A concessionária informou ter iniciado a mobilização e treinamento das equipes operacionais e também os testes de equipamentos que serão usados nas obras.

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Durante o período de obras, até 13 equipes vão atuar simultaneamente em diversos pontos do sistema. Nas regiões de maior volume de tráfego, principalmente entre São Paulo e Campinas, os trabalhos serão realizados predominantemente no período noturno, das 22 às 5 horas, quando o fluxo de veículos é menor. A concessionária promete reforçar a sinalização em todo o trecho e manter informações atualizadas sobre as obras em seus canais de comunicação.

Os informes serão repassados também através dos painéis eletrônicos fixos e móveis e de faixas instaladas nas rodovias. “Estamos empenhados para que, ao longo dos próximos 24 meses, os impactos sejam os menores possíveis, de maneira a fluidez no trânsito e conforto à realização das obras”, disse o gerente de Operações da CCR AutoBan, Keller Rodrigues. “É muito importante que o motorista fique atento à sinalização de obras, respeite o limite de velocidade, principalmente nos trechos em intervenção”, completou.

Rotas alternativas

Os usuários do Sistema Anhanguera-Bandeirantes têm a opção de buscar rotas alternativas no deslocamento entre a capital e a região de Campinas, mas é preciso considerar que são percursos mais longos. Tanto pela Anhanguera como pela Bandeirantes, o percurso rodoviário de São Paulo a Campinas é de cerca de 92 quilômetros.

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Em duas rotas alternativas disponíveis será preciso rodar mais.

  • Quem sai de São Paulo pode optar pela rodovia Fernão Dias até Atibaia e seguir para o interior pela D. Pedro I. O percurso até Campinas soma 119 km.
  • Outra opção é sair da capital pela rodovia Castello Branco até o km 78 e pegar a Santos Dumont (SP-79) até Campinas. Nesse caso, o percurso sobe para 120 km.

Menor fluxo

A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), responsável por fiscalizar o cumprimento dos contratos das concessionárias, informou que as obras serão realizadas preferencialmente nos horários noturno, finais de semana e de menor fluxo veículos, de maneira a impactar menos a fluidez do trânsito.

Além de fazer a sinalização temporária nos trechos atingidos a concessionária disponibilizará cronograma com as interdições para informar os usuários.

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