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Fiel até na morte, cachorro guarda túmulo do dono há 7 anos em Capão Bonito

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Por José Tomazela
Atualização:
Cão 'Sorriso' passou a viver no cemitério, após morte do dono. Foto Karine/Jornal O Expresso.  

Cachorro fugiu de casa, achou túmulo do dono e passou a viver no cemitério de Capão Bonito

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Um cão que fugiu de casa e foi encontrado ao lado do túmulo do dono vive há sete anos no Cemitério Municipal de Capão Bonito, no interior de São Paulo. 'Sorriso', como é conhecido, foi adotado pelos taxistas que têm ponto em frente ao portão da 'cidade dos mortos' e ganhou até uma casinha de madeira para passar a noite. Considerado exemplo de companheirismo, o cachorro sem raça definida recebe alimentação e carinho dos frequentadores do cemitério. O animal se acostumou a acompanhar os sepultamentos, postando-se ao lado do caixão na hora do enterro.

'Sorriso', que antes tinha o nome de 'Risadinha', pertenceu ao açougueiro Joel Teixeira, que o ganhou ainda pequeno de um primo e tinha grande afeição pelo animal, como conta seu irmão, Ananias Xavier. "Quando o Joel faleceu, em 2015, o cachorro foi mantido preso em casa. Os dias se passaram e ele foi ficando muito triste com a ausência do dono, até que um dia fugiu de casa. Fomos encontrar ele no cemitério, ao lado do túmulo. Niguém sabe como ele chegou até lá e achou o túmulo certo", disse.

Ananias conta que ele e outros familiares levaram o cão para casa, mas ele sempre dava um jeito de fugir para ficar próximo à sepultura do seu dono. "Acabamos desistindo, até porque as pessoas que vão ao cemitério gostam dele. Acho que ele está retribuindo o carinho que recebeu do Joel, que o levava para todo lado e sempre o tratava bem."

COMO NO FILME - A história de 'Sorriso', que tem cerca de 15 anos de idade, lembra o roteiro do filme "Sempre ao seu Lado", dirigido por Lasse Hallström, com Richard Gere no papel principal. Lançado no Brasil em 2009, o filme retrata a amizade entre um professor universitário (Gere) e seu cão da raça Akita que nem a morte separa.

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A aposentada Adalgisa de Camargo, que vai ao cemitério com frequência para orar pelos parentes falecidos, se enternece com a acollhida do cachorro. "Ele abana a cauda e se aproxima para ganhar um carinho. Como diz seu nome, parece que está sempre sorrindo. Espero que tenha vida longa", disse.

A administração do cemitério informou que o cão 'Sorriso' não incomoda os frequentadores e não houve registro de reclamações contra ele, Disse ainda que o serviço de zoonoses do município acompanha a saúde do animal, que é alimentado pelo grupo de taxistas, seus atuais tutores.

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