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‘Meu grande sonho é ter um programa na televisão’, afirma João Silva, filho do Faustão

Apresentador fala sobre o bônus e o ônus de ter Fausto como inspiração, aprendizados, críticas e as divergências que tem com o pai

Por Larissa Godoy
Foto: Reprodução/Instagram/ @joaosilva
Entrevista comJoão Guilherme SilvaApresentador

Os domingos não são mais os mesmos. Mas para João Silva, filho do Fausto Silva, eles nunca foram. “Sempre antecipávamos os feriados, datas comemorativas para os sábados. Mas era ótimo poder acompanhar meu pai no trabalho aos domingos”, conta o apresentador. Foi assim que, desde muito cedo, a “sementinha” foi plantada.

O grande sonho de João é ter um programa na televisão para chamar de seu. Desde que Fausto deixou o comando do Faustão na Band, o jovem assumiu o programa ao lado da jornalista Anne Lotermann. Mas os planos não param por aí. “Estou em um momento de reflexão, com várias oportunidades legais. Alguns projetos já encaminhados, outros de forma mais embrionária. Mas pretendo ter um conteúdo meu. Não sei se no digital, na televisão. Mas quero que ele seja do João, com a minha personalidade e o meu jeito”, garante.

João Silva, filho de Fausto Silva, sonha em ter programa na televisão Foto: Manuela Scarpa/Divulgaçã

Em entrevista ao Estadão, João falou mais sobre o bônus e o ônus de ter Fausto como inspiração na profissão, aprendizados, críticas e também divergências que tem com o pai. Confira:

Qual é o maior desafio em trabalhar com comunicação hoje?

Pulverizou muito. Há alguns anos, só tínhamos a televisão aberta. Hoje são vários conteúdos. Você tem que, de fato, fazer um trabalho ainda mais profundo, com maestria para conquistar a audiência.

E como conquistar essa audiência?

Acho que com 19 anos, essa resposta eu ainda não vou ter. Mas meu pai fala que o grande segredo é aprender com os seus erros na televisão, como em qualquer outra profissão. Mas eu também acho que o conteúdo tem que ser cada vez mais dinâmico. Olhando para o TikTok, por exemplo, foi algo avassalador na vida das pessoas, principalmente aqui no Brasil.

E como as redes sociais te influenciam profissionalmente?

Costumo consumir assuntos que eu gosto, então meu algoritmo tem muita coisa de futebol. Gosto de acompanhar outros apresentadores; sempre estou tentando descobrir novos formatos.

Como foi a experiência de co-apresentar um programa com o Fausto?

Pretendo levar a forma de você fazer o programa o mais natural possível. Não usar teleprompter (monitor que exibe o roteiro para os apresentadores), não usar ponto eletrônico, falar o que vier na telha. Acho algo excepcional, e que, hoje em dia, vemos cada vez menos.

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Qual é o seu sonho profissional?

Meu sonho é ter um programa meu, na televisão. É o meu grande sonho. Se é algo longe ou perto de ser concretizado, eu não sei.

Você busca conselhos profissionais com o seu pai? Qual foi a melhor dica que ele já te deu?

Falo muito com ele, e com a minha mãe também. Acho que o maior conselho, da minha mãe, é aprender a aceitar que tudo que tiver para você aprender, você aceita, desde que não fira os seus princípios. O que meu pai mais me fala é para eu aprender com os meus próprios erros. Tem muita coisa que ele vai poder me ajudar, mas tem muita coisa que eu vou ter que quebrar a cara sozinho. E ser o mais genuíno possível.

Pelo jeito é um conselho que você aprovou. Tem algo que você faria diferente?

Acho que é cedo para falar. Mas já percebi que somos diferentes, o público já deve ter percebido também. Ele é daquele jeitão, muito mais dispersivo. Fala tudo o que passa na cabeça. Eu não tenho muito filtro também, mas acho que eu tenho um pouco mais que ele. O jeito de apresentador, o que a gente acredita sobre televisão, às vezes é diferente. Sou fã dele e concordo com a maioria das coisas, mas discordamos também. A forma do programa, por exemplo. Eu acho que o programa dele é muito vivido no palco. Eu já gosto de trazer algumas externas.

Tem algum conselho que você daria para quem pensa em seguir nessa profissão? Como lidar com as críticas?

Acho que com 19 anos, no começo de uma profissão, é muito difícil poder aconselhar. Mas uma coisa que eu já senti é que as pessoas que falam que não ligam para o que dizem sobre ela, essas pessoas estão erradas. As críticas, tanto as construtivas como as destrutivas, têm algo para você aprender.

Alguma crítica que você tenha recebido foi importante para você se desenvolver?

Do começo do programa, muito pela pressão, por eu ser muito dentro das quatro linhas, mais certinho, pelo medo de errar, como no começo de qualquer profissão. Meus amigos diziam para eu ser mais natural. Depois eu pensei, “quer saber? O programa é gravado, se eu errar, qualquer coisa tira”, e eu consegui me soltar. Hoje o João de casa é o mesmo João da televisão.

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