Teor preconceituoso faz Justiça proibir livro de Edir Macedo

Chefe da Igreja Universal é acusado de atentar contra liberdade de adeptos do culto afro

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Por Agencia Estado
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A Justiça determinou na noite desta quarta-feira a suspensão da venda do livro "Orixás, Caboclos e Guias - Deuses ou demônios" do chefe da Igreja Universal do Reino de Deus, Edir Macedo. O livro é acusado de preconceituoso e de atentar contra a liberdade dos adeptos das religiões de origem africana, como o candomblé e a umbanda. A juíza Nair Cristina de Castro, da 4ª Vara Federal da Justiça na Bahia, atendeu a um pedido de liminar feito pelos procuradores da República Sidney Madruga e Cláudio Gusmão. A juíza determinou a retirada imediata de circulação, suspensão de tiragem, venda e distribuição gratuita, além do recolhimento de todos os exemplares do livro no prazo de 30 dias. Ainda estabeleceu multa diária de R$ 50 mil e "sanções cíveis e criminais cabíveis" a quem descumprir a sentença, válida para todo o Brasil. Em sua decisão, a magistrada lembra que o culto afro está absorvido pela sociedade brasileira e acrescenta que a difusão das idéias contidas no texto de Edir Macedo é proibida pela Constituição. Os advogados da Igreja Universal em Salvador disseram que vão recorrer e aguardam apenas a notificação da Justiça para preparar a defesa.

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