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‘Meta zero, para mim, é programática, não precisa nem estar na lei para perseguir’, diz Haddad

Ministro defendeu que País deve ‘melhorar’ tanto a política fiscal quanto a monetária para, com reformas macro e microeconômicas, ‘decolar de novo’

Foto do author Eduardo Laguna
Foto do author Renata Pedini
Por Eduardo Laguna (Broadcast) e Renata Pedini (Broadcast)

Em meio à pressão política pela mudança do objetivo, por enquanto previsto na peça orçamentária, de zerar o déficit das contas públicas primárias, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, classificou a meta como “programática”.

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“Para mim, a meta zero é programática, não precisa nem estar na lei para perseguir”, declarou o ministro ao participar de evento do Itaú BBA. O ministro iniciou a sua fala pregando responsabilidade fiscal, defendida por ele, conforme pontuou, desde antes de assumir o cargo.

“Desde dezembro, quando fui anunciado ao cargo, disse que não acreditava que o impulso fiscal era a melhor coisa para a economia crescer com sustentabilidade fiscal, ambiental e social”, lembrou.

O ministro defendeu que o País deve “melhorar” tanto a política fiscal quanto a monetária para, com reformas macro e microeconômicas, decolar de novo. “Posso assegurar que não vou deixar esqueleto para ninguém”, disse Haddad, ao prometer não entregar uma herança ruim ao próximo governo.

Haddad defende que o governo persiga meta de déficit fiscal zero em 2024 Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO

O ministro pontuou que se fosse aprovada a medida provisória 1185, que limita a redução dos tributos federais devido a subvenções de ICMS, responsável por uma renúncia de R$ 64 bilhões, o governo já teria déficit zero neste ano. “A falta de bom senso compromete quatro ou cinco anos da história de um País.”

Mais uma vez, Haddad declarou que o Brasil tem tudo para crescer acima da média mundial, apontando o ambiente geopolítico, com o mundo buscando fontes de energia limpa, favorável ao País.

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