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Após incêndio, equipes ajudam Williams

Com a destruição de computadores e sistema de rádio no incêndio na Catalunha, rivais cedem aparelhos para time correr

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Por Redação
Atualização:

MÔNACO - A Fórmula 1 tem milhões de fãs no mundo todo, competir em condições de vencer exige investimentos próximos dos € 200 milhões (cerca de R$ 500 milhões) por temporada e seus pilotos estão dentre os melhores do planeta. É um espetáculo grandioso. Hoje o show está no seu cenário mais glamoroso, Mônaco. Às 5 horas, de Brasília, começam os treinos livres da sexta etapa do Mundial. Mas é bem verdade, também, que além desse fascínio que a competição exerce, os valores humanos que circulam pelos autódromos não podem ser classificados dentre os mais elevados. O dinheiro está na base de quase todas as ações, redefinindo até mesmo o valor da vida. Por esse motivo, a solidariedade prestada pelas equipes à Williams, este ano grande concorrente com sua ascensão, depois do incêndio nos boxes no Circuito da Catalunha, valeu o comentário de Mark Gillan, diretor da escuderia: "A Fórmula 1 tem uma imagem desgastada, de um mundo egoísta. O que vimos, no entanto, nesse episódio conosco, foi algo oposto. Senti fazer parte de uma comunidade". Pastor Maldonado e os cerca de 60 integrantes da Williams estavam deixando os boxes da equipe na pista de Barcelona, dia 13, depois da tradicional foto da vitória, quando um dos galões de combustível entrou em combustão. As chamas se propagaram em segundos. "Perdemos algo como 90% dos nossos equipamentos, como computadores, em especial, e sistema de rádio", explicou, ontem, em Mônaco, Gillan. "Não fosse a ajuda de outras equipes, nos cedendo hard disks, material de informática, não estaríamos aqui hoje para disputar o GP de Mônaco. O nosso grupo trabalhou dia e noite para refazer o carro de Bruno Senna e recompor o que era possível na fábrica", disse. "E conseguiu. Há grande mérito nisso." Bruno explicou: "O fogo não atingiu o carro (mantido sob cavalete depois do abandono, na 12.ª volta do GP da Espanha), mas o pó dos extintores é bastante nocivo para os metais. Aproveitaram apenas o monocoque (estrutura central), de fibra de carbono, e o restante é todo novo." O espírito coletivo evidenciado após Barcelona está em curso ainda, como diz Gillan. "Dei os detalhes aos técnicos das outras escuderias do nosso procedimento de trabalhar com a gasolina. Hoje estão nos ajudando a compreender como tudo começou. Não temos uma explicação ainda." Para o engenheiro inglês, "esse apoio fantástico mostra que há espírito esportivo, sim, na Fórmula 1".

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