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Zé Roberto enaltece luta ´até o fim´ da equipe brasileira

Para técnico, Brasil merecia conquistar o título pela reação durante o jogo; técnico russo queria contar com Walewska, Fabiana e Fofão em seu time

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Por Agencia Estado
Atualização:

Muito decepcionado após a derrota do Brasil para a Rússia, na decisão do Mundial Feminino de Vôlei, o técnico José Roberto Guimarães elogiou o empenho de suas jogadoras durante toda a partida e disse que só podia cumprimentá-las pelo ótimo trabalho durante a competição, quando o time venceu as 10 primeiras partidas e só teve sua invencibilidade quebrada na decisão. "Elas lutaram duro até o último momento, até a última bola do tie-break, e o equilibro de jogo tornou muito difícil decidir quem seria o vencedor", explicou Zé Roberto, ainda bastante abatido, na coletiva oficial de imprensa. "Foi um pecado não termos vencido." A levantadora Fofão cumprimentou as russas pela vitória e também enalteceu o equilíbrio do jogo decisivo. "Até o último momento não se sabia quem poderia vencer, os dois times estiveram muito próximos o tempo todo." Fofão e as meios-de-rede Walewska e Fabiana foram elogiadas pelo técnico da Rússia, o italiano Giovanni Caprara. "São ótimas jogadores para a equipe, e eu não me importaria se pudesse contar com elas no meu time", elogiou o treinador. O espírito coletivo do time, apontado por Zé Roberto como o principal fator de sucesso nos últimos anos, fez com que, por outro lado, nenhuma jogadora brasileira tenha figurado na seleção do Mundial - uma coleção de surpresas, aliás, a começar pela melhor jogadora, a japonesa Yoshie Takeshita, principal também em sua posição, levantadora - o time acabou em sexto lugar na competição. A Rússia teve apenas uma premiada, Elena Godina, dona do melhor saque. A melhor líbero foi a sérvia Suzana Cebic. A cubana Rosir Calderón-Diaz levou o prêmio de melhor pontuadora, enquanto a turca Neslihan Darnel terminou como maior pontuadora, 225 pontos. O Brasil chegou perto apenas do premio de maior bloqueadora, entregue à alemã Christiane Furst, que marcou 35 pontos de bloqueio - um a mais que Walewska.

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