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Infraestrutura militar dos houthis permanece quase intacta mesmo após ataques dos EUA

Ataques liderados pelos Estados Unidos danificaram os alvos pretendidos, mas os houthis continuam tendo capacidade para continuar sua campanha de assédio contra navios no mar Vermelho

Por Eric Schmitt

THE NEW YORK TIMES -Os ataques aéreos liderados pelos Estados Unidos na quinta e na sexta-feira mirando a infraestrutura militar dos houthis no Iêmen danificaram ou destruíram 90% dos alvos pretendidos, mas o grupo continua com grande parte de sua capacidade militar intacta e pode continuar disparando mísseis e drones contra navios no mar Vermelho, segundo afirmações de duas autoridades americanas no sábado, 13.

As estimativas de danos são as primeiras avaliações detalhadas dos ataques liderados por Washington e Londres contra o grupo apoiado pelo Irã. Um alto oficial militar dos EUA, o tenente-general Douglas Sims, diretor do Estado-Maior Conjunto militar, disse na sexta-feira, 12, que os ataques alcançaram seu objetivo de prejudicar a capacidade dos houthis de lançar o tipo de ataque complexo de drones e mísseis que haviam conduzido na terça-feira, 9.

Estados Unidos e Reino Unido fizeram ataques conjuntos contra os Houthis no Iêmen na quinta-feira, 11, e na sexta-feira, 12  Foto: Ministério da Defesa do Reino Unido / AP

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Duas autoridades norte-americanas apontaram ao The New York Times, que mesmo depois de ataques em 60 alvos dos houthis, os ataques danificaram ou destruíram apenas 20% ou 30% das capacidades ofensivas do grupo iemenita. Os oficiais americanos falaram sob condição de anonimato.

Encontrar alvos militares dos houthis está mais difícil que o previsto. As agências de inteligência dos EUA e de outros países do Ocidente não gastaram tempo e recursos significativos para descobrir dados sobre a localização da infraestrutura militar do grupo apoiado pelo Irã,

Isso mudou depois dos ataques do grupo terrorista Hamas a Israel, em 7 de outubro, e da ofensiva israelense em resposta a estes ataques, que deixou mais de 23 mil mortos, segundo o ministério da Saúde de Gaza, que é controlado pelo grupo terrorista Hamas. Os houthis passaram a atacar navios comerciais que transitam no mar Vermelho em “solidariedade ao povo palestino” e apontaram que continuarão os ataques até o final da guerra.

Desde novembro, os houthis lançaram 27 ataques com drones e mísseis contra embarcações no mar Vermelho e no Golfo de Aden que, segundo eles, estariam indo em direção a portos israelenses ou saindo deles. Os ataques foram repudiados por diversos países do Ocidente e segundo o Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, prejudicaram navios ligados a mais de 40 países.

As maiores empresas de contêineres do mundo, a MSC e a Maersk, disseram que estão evitando a região, e as empresas de transporte ficam com opções difíceis. O redirecionamento das embarcações ao redor da África acrescenta mais 4.000 milhas e 10 dias às rotas de navegação, além de exigir mais combustível.

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Novos ataques

Autoridades americanas apontaram que novos ataques podem ocorrer contra alvos militares no Iêmen, após investigações mais aprofundadas sobre os danos da ofensiva de Washington sobre as instalações do grupo iemenita.

Apesar da sua retórica inflamada e dos votos de retaliação, a resposta militar dos houthis aos ataques foi silenciosa: apenas um único míssil lançado de forma inofensiva no mar Vermelho, longe de qualquer navio que passasse.

Os Houthis realizaram exercícios militares após serem atacados por uma coalizão ocidental liderada pelos EUA  Foto: Centro de mídia dos Houthis/ EFE

Contudo, oficiais dos Estados Unidos apontaram no sábado que estão esperando um ataque maior do grupo iemenita, mas que os houthis pareciam estar divididos internamente sobre como responder.

Este conteúdo foi traduzido com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial e revisado por nossa equipe editorial. Saiba mais em nossa Política de IA

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