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TikTok está adotando influenciadores gerados por IA para competir com humanos, diz site

Marcas poderão contratar influenciadores virtuais para anunciar produtos

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Por Henrique Sampaio

O TikTok está planejando implementar influenciadores virtuais gerados por IA para promover e vender itens na plataforma, segundo o site The Information. Os avatares, que poderão ler roteiros de prompts gerados por anunciantes, poderiam competir diretamente com os influenciadores humanos.

De acordo com a reportagem, a plataforma está em fase de testes com os avatares virtuais mas ainda não conseguiu atrair muitos anunciantes. A ideia da companhia, contudo, não seria substituir os criadores humanos, mas sim, complementar seu rol de talentos com influenciadores sintéticos.

TikTok pode recorrer a influenciadores gerados por IA Foto: Ascannio/Adobe Stock

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A medida pode gerar preocupação entre influenciadores humanos cuja renda vem da criação de conteúdo patrocinado na plataforma, uma vez que os anunciantes poderiam optar em fechar negócios com os avatares virtuais.

A notícia chega em um momento delicado para o TikTok nos EUA, após a aprovação de uma lei na Câmara dos Deputados que poderá banir o TikTok do país, caso ele não seja desvinculado da empresa chinesa ByteDance - o projeto, no entanto, precisa passar pelo Senado e por sanção presidencial. Em reação, a plataforma chegou a convocar os criadores a protestar contra a medida, que poderia “prejudicar milhões de negócios, destruir os meios de subsistência de incontáveis criadores ao redor do país e negar audiência à artistas.”

Se humanos tiverem que competir com influenciadores sintéticos pelas verbas de anunciantes, a plataforma poderia perder o apoio de parte de sua base de criadores.

Inteligência artificial vem sendo usada com frequência no TikTok. Além dos populares filtros que fazem uso de IA generativa e geram efeitos em fotos e vídeos publicados pelos criadores, em janeiro, a plataforma começou a testar em janeiro uma IA musical, com capacidade de gerar músicas e letras. Recentemente a companhia perdeu batalhas por direitos de utilização de músicas de grandes gravadoras, como a Universal Music Group, sendo obrigada a remover em torno de 20% a 30% das músicas mais populares da plataforma.

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