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Coluna do Estadão

| Por Roseann Kennedy

Roseann Kennedy traz os bastidores da política e da economia, com Eduardo Gayer e Augusto Tenório

Ministro de Israel cobra Lula após negativa sobre comparação com o Holocausto: “Envergonhe-se”

Israel Katz voltou a exigir pedido de desculpas, mas Itamaraty não considera essa hipótese

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Por Roseann Kennedy

O ministro de Relações Exteriores israelense, Israel Katz, reagiu à declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que diz não ter falado a palavra Holocausto ao comparar a ação de Israel em Gaza à matança de judeus. Em postagem nas redes sociais, nesta quarta, 28, Katz publicou um meme com imagem de uma pessoa parecida com Lula com um cartaz nas mãos afirmando “I didn’t say Holocausto”, que em português significa “eu não disse ‘Holocausto’”.

No texto, o ministro destaca a comparação feita por Lula, diz que é motivo para o presidente brasileiro envergonhar-se e cobra novamente pedido de desculpas.

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“Presidente Lula em uma entrevista para o @_ENoticia, ficou evasivo e disse: “Não falei Holocausto”. @LulaOficial, você disse que a guerra justa de Israel contra o Hamas em Gaza é igual ao que Hitler e os nazistas fizeram com os judeus, e ofendeu a memória de 6 milhões de judeus assassinados no Holocausto. Não vamos esquecer, nem perdoar. Envergonhe-se e peça desculpas!”, diz no post publicado no X (antigo Twitter)

Como mostrou a Coluna do Estadão, as publicações de Katz, que segue tratando a crise diplomática entre Brasil e Israel por meio das redes sociais, têm provocado irritação no entorno de Lula e no Itamaraty.

Alguns embaixadores reclamam da “diplomacia de TikTok” do israelense. Como mostrou a Coluna, no Planalto o entendimento majoritário é de que não se deve responder pelas mesmas plataformas, pois significaria rebaixamento diplomático.

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A mensagem publicada nesta quarta tem potencial para tensionar ainda mais a relação. O meme é feito numa montagem de foto do ato pró-Bolsonaro na Avenida Paulista no último domingo.

Outra publicação sobre a manifestação já havia sido considerada por ministros e assessores palacianos como “um ultraje”. Foi quando Katz publicou uma imagem do ato, agradeceu o apoio dado pelos manifestantes a Israel e disse que “nem Lula conseguirá nos separar”.

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