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Coluna do Estadão

| Por Roseann Kennedy

Roseann Kennedy traz os bastidores da política e da economia, com Eduardo Gayer e Augusto Tenório

O que dizem ex-ministros da Educação sobre escolha de Nikolas Ferreira para presidir comissão

A Coluna do Estadão ouviu ex-gestores da pasta dos governos Lula, Bolsonaro e Temer

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Por Roseann Kennedy

A Coluna do Estadão ouviu ex-ministros da Educação dos governos Bolsonaro, Temer e Lula 1 sobre a eleição do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) para presidente da Comissão de Educação na Câmara dos Deputados. Confira abaixo o que eles dizem.

Nikolas Ferreira Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
  • Cristovam Buarque (Cidadania-DF), ministro no governo Lula entre 2003 e 2004: “É uma nomeação perfeita que se coaduna com o desprezo histórico que a Educação teve do Parlamento brasileiro. Poderia dizer que é um deboche com o Brasil. Mas é um deboche coerente, a história mostra total desprezo pela educação no País e de parte dos diversos líderes, governos e parlamentares. Todos, com raras exceções, tendem a desprezar a educação, especialmente a educação de base das nossas crianças. É nesse espírito que se explica a nomeação desse deputado para a Comissão de Educação. Uma pena”.
  • Tarso Genro (PT-RS), ministro entre 2004 e 2005: “Nikolas Ferreira na presidência da Comissão de Educação soa como uma brutal provocação a toda a história educacional da República. Em nenhum momento da história da República, nem na época do Regime Militar, uma pessoa tão desqualificada e despreparada foi designada para ocupar cargo de tal relevância. É dramática e ofensiva esta escolha da extrema direita que ofende o bom senso que deve presidir a vida democrática de qualquer País.”
  • Mendonça Filho (União-PE), ministro no governo Temer entre 2016 e 2018: “Qualquer um dos 513 parlamentares tem o direito de ocupar qualquer função na Câmara. Não existe essa classificação de ordem ideológica. Nikolas é conservador assumido, mas todo parlamentar é legitimado pelo voto, ele foi o mais votado do Brasil. Apesar do preconceito, a sociedade brasileira tem nele e em outros parlamentares uma representação e tem que ser respeitada. Assim como se respeitaria um parlamentar do PSOL. Espero que ele como presidente tenha uma atuação ampla, de abertura à pluralidade de temas, pensando no bem da educação, das crianças e dos jovens do Brasil. Na comissão, ele tem que ter a dimensão da amplitude de representatividades, espero que ele tenha. É um princípio democrático, do PL ao PT, a gente agrada alguns e desagrada outros, mas mantêm-se o respeito.”
  • Abraham Weintraub, ministro no governo Bolsonaro (2019-2020): “Fico esperançoso com Nikolas na Comissão de Educação. Muitos de seus críticos (ex-ministros e deputados) são hipócritas defendendo interesses de grandes corporações ou de “fundações” ligadas a monopolistas. Houve muita corrupção no MEC, privada e pública, sendo que o Brasil é o pior na América do Sul graças ao petismo e a seus “parceiros” privados, os campeões nacionais da educação. Nikolas é algo novo.”
Ex-ministros da Educação divergem sobre escolha do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) para a presidência da Comissão de Educação da Câmara Foto: Dida Sampaio/Estadão, Wilton Junior/Estadão, Caco Argemi/Palácio Piratini e Valter Campanato/Agência Brasil
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