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Primos de 10 e 11 anos de Santo André estão entre os mortos pelas chuvas no litoral de SP

Família mora na Vila Estela, em Santo André, no ABC paulista, e as crianças tinham ido para o litoral com os tios, que estão hospitalizados

Foto do author José Maria Tomazela
Por José Maria Tomazela
Atualização:

O corpo do menino Eduardo Leonel Chrestan, de 11 anos, que estava entre os desaparecidos após o deslizamento da serra em Barra do Sahy, na costa sul de São Sebastião, foi retirado dos escombros no fim da tarde desta segunda-feira, 20. Ele é a segunda pessoa da mesma família confirmado entre os mortos na tragédia ― antes, o corpo da prima Dandara Vida, de 10 anos, já tinha sido retirado do lamaçal depois de ser levado pela enxurrada de lama.

A morte de Eduardo foi confirmada à reportagem pela prima da criança, a atendente Julia Alyssa Vicente, que havia usado as redes sociais para obter informações sobre o paradeiro do menino. “Infelizmente, ele foi encontrado sem vida, assim como Dandara. Agora o corpo será trazido para Santo André para ser velado pela família”, disse. Segundo ela, o pai de Eduardo, o motoboy Sérgio Caíque, viajou para São Sebastião para fazer o reconhecimento do corpo e providenciar o traslado.

O menino Eduardo, de 11 anos, que estava desaparecido, foi achado nos escombros do deslizamento, na Vila do Sahy, em São Sebastião. Foto: Acervo Pessoal/Reprodução

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A família mora na Vila Estela, em Santo André, no ABC paulista, e as crianças tinham ido para o litoral com os tios, Anderson Cazé, de 43 anos, e Fabiana Souza, de 40. Julia informou que os tios das crianças, que sobreviveram ao desabamento da casa onde estavam hospedados, no alto da Vila do Sahy, ainda estão internados no Hospital Regional de Caraguatatuba.

Fabiana teve fraturas expostas nos dois braços e passou por cirurgia. Anderson quebrou a bacia, as duas pernas e sofreu perfuração no rim – o quadro dele era mais grave, porém estável, mas sem previsão de alta.

O casal de artesãos costumava viajar para a região da Barra do Sahy em feriados prolongados para vender acessórios femininos, como pulseiras e colares, que eles fabricavam. Na quinta-feira, 16, eles saíram de Santo André levando Dandara e Eduardo para a casa que tinham alugado no morro da Vila do Sahy. O plano era ficar uma semana. Na sexta-feira e no sábado, eles aproveitaram o tempo bom para oferecer seus produtos na praia.

No domingo, segundo relato de Julia, um barranco com pedras e árvores deslizou e atingiu a casa. Anderson e Fabiana ficaram presos sob os escombros. Os dois adultos foram socorridos e o corpo de Dandara foi encontrado logo depois, no lamaçal. O menino Eduardo não foi encontrado, o que motivou os apelos lançados pelos familiares em redes sociais.

Nesta terça-feira, 21, Julia estava na casa da mãe de Eduardo, Carol Cristine, aguardando a definição sobre o velório. “É um momento de muito luto, muita tristeza com essa tragédia”, disse. A família deve fazer o velório conjunto das duas vítimas.

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