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Notícias do mundo do agronegócio

Eurochem investe em fosfato no Brasil para dobrar sua participação em adubos

Empresa considera expandir complexo e espera que demanda volte a crescer

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Por Coluna Broadcast Agro
Atualização:

O grupo russo EuroChem, que controla a Fertilizantes Tocantins e a Fertilizantes Heringer, prevê dobrar a venda de adubos no Brasil. Em cinco anos, o volume atual de 5 milhões de toneladas distribuídas deve chegar a 10 milhões de toneladas. Com 11% de participação no mercado, pretende alcançar 25%, conta Gustavo Horbach, vice-presidente de Produção Upstream e Projetos/CapEx na América do Sul. Um dos projetos estratégicos é o complexo de mineração de fosfato da Serra do Salitre (MG), que recebeu aporte de US$ 1 bilhão. “Devemos começar a operar a unidade no 1.º trimestre de 2024, com potencial para produzir 1 milhão de toneladas/ano, ou 15% do consumo no País.” O complexo marca a entrada da empresa em fosfatados por aqui.

Demanda deve voltar a crescer este ano

A expectativa da EuroChem é de entregar, já em 2023, mais fertilizantes no Brasil. A empresa estima aumento de 30% nas vendas, para 6,5 milhões de toneladas de adubos, e market share de 15%. “O produtor tende a retomar os volumes aplicados na lavoura”, observa Horbach.

Novas fábricas no horizonte

A EuroChem considera expandir o complexo de Salitre, além de investir na ampliação das misturadoras atuais, com capacidade de 10 milhões de t/ano. Também estão no radar novas fusões e aquisições. “Estudamos localizações e ativos que fazem sentido para a operação, incluindo ativos logísticos”, antecipa o executivo.

Fábrica da Eurochem em Araguari (Minas Gerais) Foto: Eurochem

Expansão

Crop Care, de insumos especiais para o agronegócio, prevê chegar em 2024/25 a um faturamento de R$ 1,4 bilhão, mais que o triplo dos R$ 438,6 milhões obtidos no balanço mais recente, de 2021/22. “Vemos oportunidade muito grande de expansão”, afirma Marcos Freire, diretor de transformação. Parte da estratégia se sustenta em aquisições, com foco em fertilizantes especiais, adjuvantes e biológicos. Outro motor do crescimento é a entrada em operação, em dezembro, de fábrica da Agrobiológica Sustentabilidade, uma das cinco empresas que compõem a holding. Localizada em Itápolis (SP), a unidade ampliará a capacidade de produção de biológicos de 4 milhões para 14 milhões de litros.

E consolidação

Outra aposta da Crop Care é na Cromo Química, de adjuvantes de alta performance, que hoje tem vendas concentradas no Rio Grande do Sul e em Mato Grosso. A aquisição, anunciada no começo do ano, foi concluída na última semana. “Vamos aumentar portfólio e equipe comercial e espalhar (os produtos) pelo Brasil todo”, diz o executivo.

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Corrida

A consultoria Kroll vê grande chance de o Brasil registrar neste ano ao redor de 50 fusões e aquisições no agronegócio. De janeiro a abril foram 17, ante 29 em 2022. Alexandre Pierantoni, diretor de Fusões e Aquisições, explica: “É o setor que mais faz o PIB crescer, com segmentos que vão se expandir, como insumos e distribuição, e tem o fator ESG no foco dos investidores.” Ele adianta que há discussões em curso no setor de máquinas.

Ratifica

O sócio do Demarest Advogados José Diaz tem percepção semelhante, em especial sobre movimentações de empresas de defensivos e fertilizantes biológicos. Gigantes de agroquímicos, fertilizantes e distribuição de insumos agrícolas, bem como fundos, têm demonstrado forte interesse no segmento, conta. “A velocidade com que isso está ocorrendo nos surpreende.” Diaz estrutura três transações no momento. Em 2022, foram seis. Ele acredita que o total de 2023 vai superar o ano anterior.

4G no pasto

O Grupo Stracci, que produz soja e milho e cria bovinos em Barreiras (BA), usará a tecnologia 4G para monitorar digitalmente cercas elétricas, água e alimentação do gado. Os 5,2 mil hectares da companhia passam a contar com sinal de internet após parceria com a Tim, no primeiro acordo de conectividade da operadora na pecuária. Com uma torre que deve começar a operar até novembro, Lucas Stracci, diretor técnico do grupo, espera ver custos operacionais 10% menores.

Giro

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CNA defende aprovação do marco temporal no Senado

Após o aval da Câmara ao projeto de lei que define a Constituição de 1988 como marco temporal para demarcação de terras indígenas, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) espera que o Senado também o aprove. Marcelo Bertoni, presidente da Comissão de Assuntos Fundiários da CNA, diz que a medida dá “segurança jurídica aos produtores e autonomia aos indígenas”

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Vem aí

Agro recebe Lula na Bahia Farm Show

Maior feira agrícola do Norte/Nordeste, a 17ª Bahia Farm Show começa na terça-feira (6) em Luís Eduardo Magalhães e vai até sábado (10), com expectativa de superar a cifra movimentada na edição passada, de R$ 7,9 bilhões. Além dos negócios, a feira marcará o encontro do agronegócio com o presidente Lula, que já confirmou presença.

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