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Coluna do Estadão

| Por Roseann Kennedy

Roseann Kennedy traz os bastidores da política e da economia, com Eduardo Gayer e Augusto Tenório

Líder da bancada evangélica diz ser ‘boa iniciativa’ Lula demitir ministra da Saúde

Eli Borges (PL-TO) afirmou ainda ter respeito pelo presidente e que bancada evangélica também quer ter suas pautas respeitadas pelo governo petista; sobre Nísia, disse que ela só ‘arruma problemas’ contra pautas conservadoras

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Por Heitor Mazzoco
Atualização:

O deputado federal Eli Borges (PL-TO), presidente da Frente Parlamentar Evangélica do Congresso Nacional, afirmou ser uma “boa medida” o governo de Luiz Inácio Lula da Silva demitir a ministra da Saúde, Nísia Trindade, em um gesto que seria visto como de aproximação da bancada evangélica.

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“Se o governo quer mesmo o respeito dos evangélicos, está aí uma boa medida, pois ela só arruma problemas contra as pautas conservadoras. Pela vida, pela luta contra doutrinação ideológica, seria uma boa iniciativa”, disse o deputado à Coluna do Estadão neste sábado, 2.

O estopim para a bancada de deputados ligados às igrejas foi a publicação e, em seguida, suspensão de nota técnica do Ministério da Saúde sobre procedimentos do aborto legal em qualquer período de gestação. Como mostrou a Coluna, integrantes do Centrão que sempre desejaram a pasta comandada por Nísia avaliam que a ministra acabará “entregando de bandeja” o cargo se continuar com pautas consideradas problemáticas para o governo. Não é a primeira vez que a bancada evangélica identifica pautas de costume nas ações do governo. Isso porque, como revelou a Coluna, há monitoramento de notas, portarias e decretos sobre o assunto.

Eli Borges afirma que governo precisa de ações concretas para conseguir aproximação com evangélicos Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

O presidente da Frente Evangélica observa ainda que o presidente Lula tem propagado interesse em se aproximar da bancada evangélica na Câmara dos Deputados.

No entanto, até o momento, o parlamentar não viu ação concreta por parte do petista, embora o governo tenha apoiado a PEC que amplia a anistia para igrejas, aprovada por comissão da Câmara. “Essa aproximação não ocorrerá apenas com reuniões e, sim, com atitudes por parte do governo como respeitar a pauta da bancada”, disse. Eli Borges ressaltou que a bancada evangélica respeita o presidente Lula e o desejo do grupo é de que a pauta evangélica também seja respeitada por Lula.

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Para os próximos meses, o governo vai enfrentar novo embate com evangélicos por causa da Plano Nacional de Educação, que já teve trechos apontados com viés ideológico por parlamentares.

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